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Os professores da rede municipal de ensino de Curitiba suspenderam a greve na noite desta quarta-feira (8), após um dia de paralisação e negociações com a prefeitura. Com isso, o atendimento nas escolas e nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) ocorre normalmente nesta quinta-feira (9). A suspensão foi decidida em assembleia da categoria, realizada no início da noite.
“A greve está suspensa, ela não foi encerrada. Os servidores decidiram pela suspensão para que, se a prefeitura não cumprir os pontos apresentados, a gente retome a greve de forma imediata”, afirmou a coordenadora-geral do Sismuc, Juliana Mildember.
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De acordo com ela, houve avanços nas negociações, principalmente em três pontos considerados prioritários: vale-alimentação, crescimento na carreira e demandas de servidores aposentados.
Segundo a sindicalista, a proposta inclui aumento no número de vagas para progressão, com pelo menos 30% da carreira contemplada e alcance de até 51% dos inscritos no processo.
No caso do vale-alimentação, a prefeitura apresentou proposta de reestruturação da lei para ampliar o benefício à maioria dos servidores, com previsão de implementação a partir de março do próximo ano. Até lá, servidores que deixaram de receber o benefício por mudanças no desconto do Imposto de Renda devem voltar a receber temporariamente.
Também houve compromisso de reestruturação de carreiras específicas da educação. Entre os pontos, estão a criação de piso para professores da educação infantil, a aplicação de 33% de hora-atividade e mudanças na carreira de trabalhadores de escola, como a exigência de nível médio para ingresso.
Outras pautas, como realização de concurso público, condições de trabalho e denúncias de assédio, devem continuar sendo discutidas nas mesas de negociação ao longo do ano.
A paralisação havia sido iniciada mesmo após decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que considerou a greve ilegal e determinou multa diária de R$ 100 mil ao sindicato.
Durante a quarta-feira, houve mobilizações da categoria na cidade, mas a maior parte das unidades de ensino seguiu funcionando.