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O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, criticou a greve de professores da rede municipal prevista para começar no dia 8 de abril e classificou o movimento como político. A declaração foi feita neste domingo, durante agenda pública no evento “Domingo no Centro”, onde também houve manifestação de profissionais da educação.
Segundo o prefeito, a paralisação não representa toda a categoria e estaria ligada à atuação sindical em ano eleitoral. “Sempre houve diálogo e respeito com os professores. Ano político é isso, greve política. Não estou retirando nenhum direito dos professores, não há nenhuma pauta nesse sentido na Câmara Municipal”, afirmou.
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Pimentel também destacou ações já realizadas por sua gestão e reforçou compromissos com a área da educação. “Já contratamos mais de mil professores. A grande maioria dos profissionais que está em sala de aula todos os dias conhece o trabalho que estamos fazendo para valorizá-los”, disse.
O prefeito afirmou ainda que pretende cumprir, ao longo do mandato, medidas reivindicadas pela categoria, como valorização da carreira, crescimento profissional e o descongelamento de progressões. “Esses compromissos serão realizados com responsabilidade e respeito ao dinheiro público”, declarou.
Apesar disso, voltou a criticar a motivação da greve. “O que não dá para aceitar é um sindicato ligado a partidos políticos promovendo uma greve política em ano eleitoral. Isso eu não aceito”, completou.
A pauta apresentada pelos professores inclui demandas antigas, como crescimento vertical na carreira, contratação de profissionais e o fim do confisco das aposentadorias. A categoria, por sua vez, defende a legitimidade da mobilização.
Até o momento, não há confirmação de novas negociações entre representantes dos professores e a prefeitura. A greve, se mantida, pode afetar o funcionamento das escolas municipais a partir do dia 8 de abril.