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Greca desabafa contra companhia aérea e agência de turismo após perder voo para encontrar o Papa

Segundo ele, o problema resultou na perda de um compromisso institucional previamente agendado com o Papa Leão XIV
(Foto: Instagram Rafael Greca)
Segundo ele, o problema resultou na perda de um compromisso institucional previamente agendado com o Papa Leão XIV

Redação Nosso Dia

19/01/26
às
16:59

- Atualizado há 45 segundos

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O secretário de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Rafael Greca, fez um duro desabafo público após o cancelamento de um voo da Azul Linhas Aéreas nesta segunda-feira (19), situação que comprometeu uma viagem internacional com conexão pela ITA Airways, no trecho São Paulo–Roma. Segundo ele, o problema resultou na perda de um compromisso institucional previamente agendado com o Papa Leão XIV, no contexto das celebrações pelos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. O espaço permanece aberto caso a Azul queira se manifestar.

“Hoje eu aprendi, da forma mais amarga, o quanto a falta de empatia pode ser travestida de ‘procedimento’”, afirmou Greca. De acordo com o prefeito, diante do atraso grave e do cancelamento do voo, a resposta recebida foi sempre a mesma, repetida de forma mecânica: “Não podemos fazer nada.”

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No relato, Greca critica a postura que, segundo ele, se limitou a negar orientação, alternativas e responsabilização. “Não podemos orientar. Não podemos assumir. Não podemos buscar alternativas. O passageiro que se vire. O prejuízo que se aceite”, escreveu. Para o prefeito, a situação ultrapassou o mero desconforto de viagem. “Perdemos uma audiência previamente agendada, algo que jamais se recupera, algo que não se ‘remarca’”, destacou.

Confira a postagem feita por Greca:

Críticas à agência de turismo

O desabafo também mirou a agência Condor Turismo, contratada para intermediar a viagem. Segundo Greca, a empresa adotou a mesma postura da companhia aérea, eximindo-se de qualquer responsabilidade. “É paga justamente para prevenir, intermediar e resolver problemas, mas repetiu: ‘Não posso fazer nada’”, afirmou. O espaço também permanece aberto caso a empresa queira se manifestar.

Para o secretário, essa justificativa não se sustenta. Ele enumerou uma série de ações que, em sua avaliação, uma agência pode e deve adotar: intermediação direta com a companhia aérea, acionamento de canais internos, busca por reacomodação em outras rotas ou empresas, emissão de documentação formal do ocorrido, acompanhamento em tempo real do passageiro e postura ativa diante de prejuízos evidentes.

“Falhou a humanidade”

Greca classificou o episódio como abandono e transferência de responsabilidade. “Viajar não é só comprar passagem. Contratar uma agência não é só emitir bilhete. Existe um dever básico de assistência, empatia e responsabilidade, especialmente quando tudo dá errado”, escreveu.

O secretário concluiu afirmando que o episódio vai além de uma falha operacional. “Hoje não falhou apenas um voo. Falhou o respeito. Falhou o compromisso. Falhou a humanidade. Quando empresas normalizam o ‘não podemos fazer nada’, deixam de ser prestadoras de serviço e passam a ser parte do problema”, finalizou, afirmando que o registro serve como alerta e não apenas como desabafo.

Outro lado

O espaço permanece aberto caso a Azul e a agência Condor queiram se manifestar.

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