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Gêmeos siameses recém-nascidos morrem após complicações em cirurgias

Os bebês nasceram unidos pelo tórax, abdômen e bacia, uma condição considerada rara e de alta complexidade
Zacharias Calil e integrante da equipe do Hemu durante cirurgia de alta complexidade em gêmeos siameses. Foto: Secretaria de Estado de Saúde de Goiás/Divulgação
Os bebês nasceram unidos pelo tórax, abdômen e bacia, uma condição considerada rara e de alta complexidade

Estadão Conteúdo

09/01/26
às
8:11

- Atualizado há 6 segundos

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Dois irmãos gêmeos siameses, Marcos e Mateus, nascidos na última terça-feira, 6, em Goiás, morreram nesta quinta-feira, 8, em decorrência de complicações de saúde após cirurgias realizadas nos últimos dias.

Os bebês nasceram unidos pelo tórax, abdômen e bacia, uma condição considerada rara e de alta complexidade. Um deles morreu durante a madrugada, enquanto o outro faleceu no início da noite, após um procedimento cirúrgico de separação dos corpos

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Os recém-nascidos estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, onde haviam nascido.

A mãe passou bem após o parto, mas as crianças precisaram ser submetidas a procedimentos cirúrgicos na quarta-feira 7, que contou com a participação do deputado federal e médico pediatra Zacharias Calil (União Brasil-GO), referência no assunto.

Nas redes sociais, Calil explicou que o caso era extremamente complexo, uma vez que os bebês eram isquiópagos triplos (unidos pela região pélvica), possuíam três pernas e apresentavam ânus imperfurado, uma malformação congênita caracterizada pela ausência de abertura anal normal.

Diante desse quadro, foi realizada uma colostomia, que cria uma abertura no intestino para a eliminação das fezes por meio de uma bolsa coletora, além de uma vesicostomia, procedimento que cria uma abertura na bexiga para permitir a drenagem da urina.

Segundo a diretora técnica do Hemu, Cristiane Carvalho, esta cirurgia ocorreu conforme o esperado.

No entanto, horas depois, um dos bebês não resistiu e morreu já no início da manhã desta quinta-feira. Calil informou que a criança apresentou complicações durante a madrugada, com registro de três a quatro paradas cardiorrespiratórias.

Como o segundo recém-nascido ainda estava vivo, a equipe médica decidiu realizar uma cirurgia de emergência para a separação dos corpos. O bebê, porém, também sofreu paradas cardíacas e não resistiu.

“A cirurgia foi realizada com sucesso técnico, porém, apesar de todos os esforços da equipe médica e da neonatologia, o segundo recém-nascido também não resistiu”, afirmou o deputado e médico

Zacharias Calil é referência nacional em cirurgias envolvendo gêmeos siameses.

Formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), foi o primeiro médico a realizar a separação de gêmeos siameses no Estado e, segundo ele próprio, chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel de Medicina em reconhecimento às suas contribuições na área de separação de gêmeos siameses e com doenças raras.

“Momentos como esse lembram, com dureza, que nosso compromisso é lutar até o último instante com técnica, responsabilidade e humanidade”, disse o deputado, em uma postagem nas redes sociais.

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