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Gaeco faz operação contra PMs que recebiam em pix para ‘liberar’ compras feitas no Paraguai, na BR-277

As ordens judiciais foram executadas em endereços vinculados a cinco pessoas – entre elas dois policiais militares
As ordens judiciais foram executadas em endereços vinculados a cinco pessoas – entre elas dois policiais militares

Redação Nosso Dia com MPPR

11/12/23
às
11:14

- Atualizado há 3 anos

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Uma operação na manhã desta segunda-feira (11) do Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga a possível prática de exigências de valores ilícitos por parte de policiais a compristas de mercadorias estrangeiras. A ‘Operação Pix’ foi realizada com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná.

Conforme o Gaeco, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. As ordens judiciais foram executadas em endereços vinculados a cinco pessoas – entre elas dois policiais militares – e também na sede do Destacamento da PM em Santa Terezinha de Itaipu, onde estão lotados os agentes investigados, que também foram afastados liminarmente das funções.

A apuração do Gaeco teve início em outubro, a partir de notícias de que compristas de mercadorias estrangeiras que vinham do Paraguai estavam sendo abordados na BR-277 pelos PMs, que estariam exigindo repasse de dinheiro para a liberação dos motoristas e produtos importados.

As propinas eram cobradas por meio de transferências via pix para contas de outras pessoas que depois repassavam os valores a contas de familiares dos policiais militares – inclusive para a conta da mulher de um dos policiais.

Novas vítimas

Os mandados foram deferidos pelo Juízo da Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. Foram recolhidos aparelhos celulares, documentos, computadores, valores em espécie e objetos ilícitos. O Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu está aberto para receber informações e denúncias relacionadas ao caso, notadamente relatos de outras pessoas que foram vítimas de cobrança por parte dos PMs.

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