
- Atualizado há 2 minutos
Os índices de criminalidade caíram na temporada 2025/2026 do Verão Maior Paraná no Litoral. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) registrou redução nos casos de furtos, roubos e homícidios, de acordo com levantamento apresentado nesta terça-feira (24), resultado do reforço na prevenção das forças de segurança. Também houve queda no número de mortes por afogamento.
Os indicadores de criminalidade apontam redução significativa em comparação ao verão anterior. Foram registrados 1.031 furtos, ante 924 no mesmo período da temporada anterior, representando uma queda de 10%. Os roubos somaram 93 ocorrências, frente a 74 no comparativo do verão passado — uma redução de 20%.
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Outro ponto positivo foi a redução dos casos de homicídios, com queda de 25% em relação à última temporada, passando de oito para seis casos. No período, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) solucionou 100% dos homicídios registrados no Litoral, reforçando a efetividade das investigações.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou 1.328 salvamentos no Litoral, incluindo atendimentos a afogamentos e resgates em diferentes níveis de gravidade. Ao longo da temporada, foram confirmados ainda oito óbitos por afogamento, frente a 19 no último período, representando uma queda de 58%.
Ao todo, mais de 326 mil ações preventivas e de orientação e segurança foram realizadas durante o Verão Maior Paraná nas faixas de areia.
“O planejamento da temporada foi construído com base em análise técnica, integração entre as forças e uso de tecnologia — e os resultados demonstram a efetividade desse trabalho conjunto. Atuamos de forma preventiva, com reforço operacional e presença estratégica em todo o Litoral, ampliando a capacidade de resposta e garantindo que moradores e turistas pudessem aproveitar a temporada com segurança”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.
O reforço operacional ocorreu paralelamente à intensa agenda cultural e turística. A estimativa é de que aproximadamente 2,5 milhões de pessoas tenham participado de shows, eventos e atividades do Verão Maior Paraná no Litoral ao longo do período. Como parte das ações preventivas, as forças de segurança distribuíram 81.262 pulseiras de identificação para crianças e pessoas vulneráveis.
PREVENÇÃO E SALVAMENTOS — A atuação do CBMPR no Litoral resultou em 1.328 salvamentos, incluindo atendimentos a afogamentos e resgates com diferentes níveis de gravidade. Também foram contabilizados 2.789 registros relacionados a água-viva. Durante a temporada, as equipes auxiliaram na localização de 991 crianças, as quais foram entregues aos responsáveis em segurança.
Com foco na segurança e na orientação ao público, o trabalho preventivo se manteve como um dos pilares da operação. Ao longo do verão, ações de advertência, conscientização e apoio aos banhistas totalizaram 326.626 registros nas faixas de areia, demonstrando a presença contínua das equipes e a proximidade com os veranistas em todo o Litoral.
REFORÇO E POLICIAMENTO OSTENSIVO — A Polícia Militar do Paraná (PMPR) reforçou o policiamento ostensivo durante o Verão Maior Paraná, com atuação integrada de unidades de área e especializadas, equipes táticas, policiamento de trânsito urbano e rodoviário, cavalaria e apoio aéreo com drones, com os resultados refletindo diretamente na população.
As orientações preventivas tiveram crescimento de 67%, chegando a 102.550 registros, enquanto as abordagens mais que dobraram, com aumento de 131%, saltando de 24.463 para 56.433. Em áreas de grande circulação, policiais realizaram ações educativas sobre prevenção a crimes e divulgaram canais de denúncia como 190 e 181, alcançando cerca de 80 mil pessoas e fortalecendo a rede de proteção no Litoral.
AMPLIAÇÃO DE PRODUTIVIDADE E ATENDIMENTOS — A PCPR solucionou 100% dos homicídios registrados no período e registrou crescimento nos principais indicadores operacionais, com aumento dos autos de prisão em flagrante, que passaram de 755 para 851, e dos inquéritos policiais instaurados, que subiram de 1.489 para 1.610 neste verão, 93% já foram relatados. As ações, aliadas ao planejamento estratégico, ao reforço de equipes e ao uso de tecnologia, com 37 operações realizadas com drones, contribuíram para a redução de crimes graves, especialmente homicídios qualificados.
Na prestação de serviços à população, a PCPR ampliou a emissão de documentos. Ao todo, foram confeccionadas 6.518 carteiras de identidade nas praias e nas ilhas do Almeida e Superagui, incluindo as emitidas por meio das unidades móveis. O funcionamento em regime de plantão e a presença de estruturas itinerantes garantiram maior acesso aos serviços de polícia judiciária e registro de ocorrências durante o período de maior movimento.
SEGURANÇA E GESTÃO PRISIONAL — A Polícia Penal do Paraná (PPPR) ampliou de forma significativa sua atuação no Litoral. Foram registradas 586 ações de apoio às unidades de segurança, volume amplamente superior ao da temporada anterior, que chegou a 295. O número de ações volantes também teve uma expansão expressiva, saltando de 293 para 6.011 no período.
Além disso, foram realizados oito cumprimentos de mandados de prisão contra pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica e 195 fiscalizações de monitorados. A instituição também efetuou 175 escoltas, sendo 149 para transferências.
ATUAÇÃO PERICIAL — A temporada contou com reforço técnico da Polícia Científica (PCIPR) no Litoral, incluindo peritos na coordenação dos laboratórios de Balística e Química Forense e responsáveis por exames no Posto Avançado de Matinhos. Ao todo, foram ocupados 22 postos por período, totalizando 142 participantes ao longo da operação. No período analisado, foram realizados 2.216 exames periciais no Litoral, representando um crescimento de 36% em comparação com a última temporada, quando foram realizados 1.634 exames.
Entre os destaques estão 502 exames de armas e munições, da seção de Balística Forense e 466 de Química Forense. Também foram registrados 619 exames, sendo relacionados a lesões corporais, crimes contra o patrimônio e exames laboratoriais diversos. A estrutura no Litoral garantiu maior agilidade na emissão de laudos e facilitou o atendimento às vítimas na região.
*Com informações da AEN