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Funcionários da empresa Viação Mercês, que opera no transporte coletivo de Curitiba, realizam uma manifestação na manhã desta quarta-feira (14), afetando ônibus principalmente dos bairros São Braz e Santa Felicidade.
No fim da madrugada iniciou bloqueio da garagem e nenhum ônibus saiu. Os manifestantes alegam atraso no pagamento do salário dos funcionários e também nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
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Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobrados de Curitiba (Sindimoc), os atrasos nos salários começaram em dezembro e agora, em janeiro, 60% do valor estaria em atraso.
O Portal Nosso Dia entrou em contato com o Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo (Setransp) e a Urbanização de Curitiba (URBS).
A URBS encaminhou a seguinte nota:
A URBS informa que acompanha a paralisação e atua para reduzir os impactos à população, adotando medidas operacionais imediatas.
A empresa Mercês integra um consórcio juntamente com o Transporte Coletivo Glória e a Auto Viação Santo Antônio. As linhas operadas pela Mercês estão sendo absorvidas pelo próprio consórcio, com remanejamento de frota e equipes.
A Mercês é responsável pela operação de 11 linhas exclusivas e 8 linhas compartilhadas. Com a reorganização realizada pelo consórcio, a URBS trabalha para diminuir os impactos na operação dessas linhas, garantindo a continuidade do atendimento aos usuários.
A URBS esclarece ainda que todos os pagamentos às empresas de transporte coletivo estão rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes com os consórcios operadores, não havendo qualquer pendência financeira por parte do Município.
A URBS ressalta que, por se tratar de serviço essencial, eventual paralisação deveria ter sido comunicada com antecedência mínima de 72 horas, conforme prevê a legislação, de modo a permitir a adoção de medidas preventivas e a redução de prejuízos à população.
Por fim, a URBS reforça que a relação trabalhista é de responsabilidade exclusiva das empresas operadoras em relação aos seus empregados, não cabendo ao poder público ingerência sobre esse vínculo.
A URBS segue monitorando a situação e adotando todas as providências necessárias para assegurar o funcionamento do transporte coletivo em Curitiba