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Frentistas fazem manifestação e cobram prisão de empresário que chamou trabalhador de ‘macaco’

O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos De Serviços de Combustíveis (Sinpospetro), Lairson Sena, afirmou ao Portal Nosso Dia que o 'canalha' que praticou o crime tem que estar na cadeia
Manifestação na Câmara Municipal de Curitiba (Foto: Geovane Barreiro - Nosso Dia)
O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos De Serviços de Combustíveis (Sinpospetro), Lairson Sena, afirmou ao Portal Nosso Dia que o 'canalha' que praticou o crime tem que estar na cadeia

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

16/10/23
às
11:30

- Atualizado há 2 anos

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Os frentistas de Curitiba realizaram uma manifestação, na manhã desta segunda-feira (16), onde pediram a prisão do empresário que foi racista contra um trabalhador em um posto de combustíveis no bairro Boqueirão, na última sexta-feira (13). O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos De Serviços de Combustíveis (Sinpospetro), Lairson Sena, afirmou ao Portal Nosso Dia que o ‘canalha’ que praticou o crime tem que estar na cadeia.

“Uma atitude asquerosa e nojenta e nós temos que mostrar toda nossa indignação e nossa insatisfação para a sociedade. O nosso sindicato vai atuar como assistente de acusação para colocar este canalha na cadeia. A gente vem sofrendo constantes assédios, mas o frentista é amigo da sociedade, amigo do motorista. É preciso respeito”, afirmou Sena ao Nosso Dia.

A manifestação aconteceu nas escadarias da Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Representando a comunidade negra na manifestação, o ativista Watena Ferreira N’Tchalá lamentou quem tenta minimizar os atos racistas que acontecem em Curitiba.

“Curitiba tem essa sistemática de violência racista e ao mesmo tempo nega que isso acontece. Se o frentista se defende, é visto como violência, agora a fala racista não. A pessoa branca de Curitiba vê como preconceito comum, porque se identificam com o agressor e não com a vítima dessa violência. Essa postura de agressor e não da vítima dessa violência está naturalizada na nossa cidade”, disse ao Nosso Dia.

O vereador Herivelto Oliveira acompanhou o movimento dos frentistas e falou ao Nosso Dia que se sentiu mal ao acompanhar o vídeo com os atos racistas. “Episódio triste e que me deu embrulho no estômago. Um rapaz jovem, de 18 anos, no primeiro emprego e que passou por isso. Foi lamentável e agora esse tema será debatido. Fiquei feliz em ver aqui, na manifestação de hoje, muitas pessoas brancas nessa luta contra o racismo”, pontuou.

Briga teria começado por conta de um produto de dentro da loja de conveniência. Foto: Reprodução

O caso

O suposto empresário que aparece cometendo crimes de racismo e xenofobia em um posto de combustível, em Curitiba, não gostou de ser cobrado por um produto aberto. Ele xingou um jovem frentista de ‘macaco’ e ‘nordestino do inferno’. Segundo um colega da vítima, que filmou a cena, o homem ficou furioso quando o trabalhador pediu que ele pagasse um Cup Noodles (macarrão instantâneo), antes de abrir.

“Fazia uns 10 minutos que ele estava lá, xingando todo mundo. O vídeo que eu fiz é só uma parte. Isso tudo porque pedi pra ele se poderia pagar antes o Cup Noodles antes de abrir”, detalha o trabalhador.

O frentista procurou a Polícia Civil na tarde de sábado (14) para registrar Boletim de Ocorrência. A Polícia Civil já sabe quem é o homem e investiga o caso.

Crime

O crime aconteceu na madrugada desta sexta-feira (13), durante um atendimento. Pelas imagens, o agressor entra na loja de conveniência já humilhando e cometendo crimes o frentista.

Eu sou empresário (…) Tenho empresa. Você ganha R$ 4 mil nessa b0st@ eu pago três vezes mais pra tá aqui te chamando de neguinho. Chama o gerente. Nordestino dos inferno. Neguinho, macaco. (…) Vou processar a p0rr@ desse posto. Veio do Nordeste para querer ser gente aqui em Curitiba? Volta pro Nordeste aproveitar aquele sol”, diz o suposto empresário.

Investigação

Portal Nosso Dia entrou em contato com a Polícia Civil e recebeu a seguinte nota oficial:

“A PCPR já está em diligências no intuito de identificar o autor do fato. Imagens das câmeras de segurança e filmagens realizadas no momento do fato já estão sendo recolhidas para análise. A vítima já foi ouvida e as equipes estão em campo para apurar o caso e garantir a aplicação da lei”.

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