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Francischini reassume como deputado e diz que vai lutar pela liberdade de expressão

Ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu o mandato para o parlamentar, mas ele pode perder novamente nos próximos dias
Ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu o mandato para o parlamentar, mas ele pode perder novamente nos próximos dias

Luiz Henrique de Oliveira

06/06/22
às
11:59

- Atualizado há 4 anos

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O deputado estadual delegado Fernando Francischini tomou posse, nesta segunda-feira (6), para reassumir o mandato na Assembleia Legislativa do Paraná. Na semana passada, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu o mandato para o parlamentar, que falou à imprensa sobre uma vitória da luta pela liberdade de expressão.

Deputado estadual Fernando Francischini. Foto: ALEP

Francischini foi cassado pelo TSE, em outubro do ano passado, em decisão inédita da corte eleitoral, acusado de divulgar notícias falsas, ou fake news, contra a urna eletrônica. Para ele, a volta ao cargo é a Justiça sendo feita.

“É a devolução de um mandato para mais de 400 mil paranaenses. É uma luta pela liberdade de expressão, porque eu estou sendo julgado sem lei, porque está ainda no congresso a Lei da Fake News. Eu tenho que confiar na democracia. Não luto apenas pelo meu mandato” disse Franchini.

Ao assumir, Francischini corre o risco iminente de perder o mandato, já que após a decisão monocrática de Nunes Marques, o presidente da Corte, Luiz Fux, convocou sessão extraordinária para esta terça-feira, quando será analisado mandado de segurança contra a decisão que beneficiou o parlamentar, pedido pelo ex-deputado Pedro Paulo, que ocupou a cadeira de Francischini

“Nós temos nossos advogados que vão entrar com várias medidas para que eu não perca o mandato. Algum ministro também pode pedir vistas. Não tenho interesse de lutar por outra eleição, quero terminar o meu mandato pela liberdade e democracia”, ponderou o deputado.

Caso

Franchisni foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação, abuso de poder político e de autoridade, e práticas ilegais previstas na lei, no caso das fake news, quando ainda era deputado federal e candidato ao Legislativo estadual.

Na semana passada, o ministro do Supremo, Nunes Marques, derrubou a decisão do TSE que cassou o mandato de Francischini, que entrou com ação no Supremo, contra a medida. Ao acatar o pedido, o ministro relator alegou mudança na jurisprudência e argumentou que a internet não é considerada um meio de comunicação. Além disso, ele discordou do TSE, que considerou “grave” a conduta do então parlamentar.

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