PUBLICIDADE
Investigação /
BRASIL

Flávio Bolsonaro recebeu R$ 500 mil de diretor de empresa do esquema do Banco Master

A relação aparece em uma nota fiscal, emitida em 9 de abril de 2025 pelo escritório de advocacia que leva o nome do senador
(Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
A relação aparece em uma nota fiscal, emitida em 9 de abril de 2025 pelo escritório de advocacia que leva o nome do senador

Estadão Conteúdo

23/07/26
às
8:32

- Atualizado há 5 horas

Compartilhe:

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu R$ 500 mil de uma empresa, cujo dono está envolvido no esquema do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

A relação aparece em uma nota fiscal, emitida em 9 de abril de 2025 pelo escritório de advocacia que leva o nome do senador. O documento, revelado pelo Metrópoles e confirmado pelo Estadão, indica que Flávio Bolsonaro, que é advogado, prestou serviço de “assessoria jurídica” à empresa Contabil Correa Contabilidade & Auditoria LTDA.

A empresa tem como sócio-administrador Rogério Lourenço Novo, que também é diretor da Copenhagen e Assessoria e Consultoria S A, empresa do conglomerado do Master.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador confirmou ter prestado serviços de advogado para Contabil Correa por meio de um contrato privado e legal.

O presidenciável, porém, não explicou quais teriam sido os serviços jurídicos e disse que estão tentando “marginalizar a advocacia”.

Além da nota fiscal emitida para a Contabil, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu, em 7 de abril de 2025, outras duas notas, de R$ 500 mil, cada, referentes a serviços para a Copenhagen. Os documentos, entretanto, foram cancelados, conforme consta no sistema da Secretaria de Economia do Distrito Federal.

No vídeo, o senador disse que as duas notas fiscais foram canceladas porque não aceitou trabalhar para a Copenhagen. Não explicou, no entanto, a natureza desse serviço recusado e nem esclareceu o motivo de a nota ter sido emitida originalmente para um serviço que não aceitou.

“Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo, relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso”, declarou.

Criada em 1º de novembro de 2024 com endereço na Faria Lima, a Copenhagen pertence ao Fundo Estônia, da Trustee DTVM, uma das gestoras apontadas como custodiantes de ativos de Daniel Vorcaro Até julho do ano passado, a empresa tinha como diretores Artur Martins de Figueiredo, que também administrava a Trustee.

Pelas contas da empresa passavam recursos do conglomerado. Segundo investigação da Polícia Federal no caso Master, Figueiredo era o “responsável pela execução técnica das movimentações e pelos ajustes contábeis” no esquema liderado por Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro formalizou um escritório de advocacia em Brasília em 16 de abril de 2021. A atividade do senador como advogado é a principal justificativa usada para a aquisição de bens durante seu mandato.

É o caso de uma casa de R$ 6,1 milhões no Lago Sul, um dos bairros de mais alto padrão em Brasília. Em 2021, o senador pagou à vista R$ 2,9 milhões do imóvel e financiou R$ 3,1 milhões em 30 anos por meio do Banco de Brasília (BRB). Em 2024, ele quitou o empréstimo com seis pagamentos extras que variaram entre R$ 198 mil e R$ 997 mil.

“Além da atividade parlamentar, sou empresário e advogado. Para a decepção de quem torce contra, todos os recursos, como sempre, são lícitos e fruto do suor de meu trabalho”, disse, na época, ao explicar como fez o pagamento.

TÁ SABENDO?

BRASIL

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE