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Familiares, amigos e motociclistas se reuniram no bairro Centro Cívico, em Curitiba, neste domingo (22), para pedir Justiça pela morte do empresário Wagder Alan Gimenez Ferreira Lima, de 45 anos, em um acidente na noite do último domingo (15). Ele foi atingido por uma caminhonete no cruzamento das ruas Lysimaco Ferreira da Costa e Mateus Leme, entre os bairros Bom Retiro e Centro Cívico, no momento em que fazia entrega por aplicativo, sua segunda fonte de renda. O causador do acidente se recusou a fazer o bafômetro, foi preso em flagrante por homicídio, mas, segundo a família, acabou solto no dia seguinte ao pagar fiança.
Além das entregas, Wagder era empresário no ramo de molde de roupas. No domingo, ele estava na última entrega, quando aconteceu o acidente A esposa dele, Gisele Cristina de Lara Reis, de 40 anos, participou da manifestação e, muito emocionada, relembrou o dia do acidente. “Naquele dia ele não me mandou mensagem, foi só um risco no WhatsApp e deu desligado. Quando liguei para o outro número que ele tinha, um policial atendeu e me informou que ele tinha falecido. Naquele momento, só consegui pedir que fosse mentira”, disse, sem segurar as lágrimas.
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Casado há 13 anos com Gisele, Wagder deixa a esposa, três filhas do primeiro casamento, além de dois netos. A família o descreveu como um homem trabalhador, amoroso e sempre disposto a ajudar. “Infelizmente ele não retornou naquele dia. Quem pilota moto fica vulnerável. Ele era prudente no trânsito, mas uma imprudência tirou a vida do meu marido””, lamentou.

A mãe da vítima, Vera Gimenez, de 66 anos, não consegue aceitar o que aconteceu.“Meu filho era empresário, tinha loja no Boqueirão, dono de uma fábrica de molde de roupa, e amava andar de motocicleta. Ele morreu fazendo o que gostava. Era a última entrega dele naquele dia”, contou.
Para Vera, o que houve não foi apenas um acidente. “O que houve foi um homicídio, porque você fura um sinal, está sujeito a algo mais grave. Agora estamos chorando e o condutor pagou uma fiança e está em liberdade. Queremos Justiça. É preciso uma lei mais severa”, disse a mãe.
A mãe também lembrou com muito carinho do homem que Wagder era. “Filho maravilhoso, pai exemplar, esposo sem comentários. Muito prestativo e amoroso. Todo mundo que a gente conversa fala que não acredita no que aconteceu”, destacou.

Motociclistas pedem conscientização
O protesto contou com a presença de integrantes de motoclubes da capital. Alexsandro Garcia da Silva, presidente do motoclube Gentlemen, destacou a vulnerabilidade dos motociclistas no trânsito. “Viemos conscientizar os motoristas sobre acidentes que afetam motociclistas. Que não bebam. O álcool é um grande vilão. Motociclista tem vulnerabilidade muito maior. É preciso consciência e atenção para não acertar o motociclista.”
A família afirma que continuará cobrando Justiça para que outras famílias não passem pela mesma dor. “Nós estamos aqui para que haja conscientização e leis mais severas, para que as pessoas tenham medo de fazer o que quiserem no trânsito e no dia seguinte estarem soltas”, concluiu a viúva Gisele.
O caso segue em investigação pela Delegacia de Delitos de Trânsito que deve concluir o caso e encaminhar ao Ministério Público em breve.