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Ex-vereador de Araucária é condenado a 18 anos pela prática de ‘rachadinha’

A sentença decorre do aprofundamento das investigações da primeira fase da Operação Sinecuras, batizada de “Mensalinho”
A sentença decorre do aprofundamento das investigações da primeira fase da Operação Sinecuras, batizada de “Mensalinho”

Redação Nosso Dia com MPPR

15/06/22
às
14:52

- Atualizado há 4 anos

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Um ex-vereador de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, foi condenado pela Justiça pela prática de ‘rachadinha’. Ele recebeu uma sentença de 18 anos, 7 meses e 1 dia de reclusão um ex-vereador (2013-2016). O Ministério Público do Paraná (MPPR) foi o responsável pelo pedido.

Câmara Municipal de Araucária. Foto: Divulgação/CMA

Ele foi denunciado pelas Promotorias de Justiça de Araucária pelos crimes de associação criminosa e concussão. Além do ex-parlamentar, também foram condenados dois ex-assessores a 14 anos, 1 mês e 12 dias e a 8 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão, além do pagamento de 50 dias-multa.

Investigações

A sentença decorre do aprofundamento das investigações da primeira fase da Operação Sinecuras, batizada de “Mensalinho”, que identificou a existência de um acordo feito por agentes públicos do Executivo com membros do Legislativo Municipal, com o objetivo de estabelecer um esquema de corrupção institucionalizada na administração pública de Araucária no período da Legislatura de 2013-2016. Conforme apurou o MPPR, o então prefeito, para assegurar a aprovação de projetos de lei de seu interesse, bem como evitar eventual instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), pagava mensalmente R$ 10 mil a cada vereador, além de conceder cargos em comissão no Executivo para pessoas indicadas por eles.

A partir das apurações, entre o final de 2018 e o início de 2019, as Promotorias de Justiça de Araucária ofereceram dez denúncias contra vereadores e assessores parlamentares da Legislatura de 2013-2016. Os réus foram denunciados pela prática dos crimes de organização criminosa, concussão e lavagem de dinheiro.

Pagamentos

Com a deflagração da operação, em abril de 2018 foram ouvidas dezenas de pessoas indicadas a ocuparem cargos comissionados no Executivo, sendo que 22 delas confirmaram que, além de serem indicadas pelos vereadores para assumirem os cargos, eram obrigadas a repassar uma porcentagem mensal de seus ganhos, bem como demais benefícios (férias, rescisão, auxílio-alimentação e restituição do Imposto de Renda), chegando algumas delas a entregar mais de 70% do salário, sob pena de demissão, caso não o fizessem. Da decisão, expedida pela Vara Criminal de Araucária, cabe recurso.

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