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Ex-presidente do PL no Paraná diz que quem apoia Jair Bolsonaro não pode aceitar Moro

Em entrevista nesta quinta-feira (26), durante ato com prefeitos aliados, Giacobo disse que deixa a sigla por “coerência” e por considerar incompatível a entrada de Moro no partido
(Foto: Reprodução Nosso Dia)
Em entrevista nesta quinta-feira (26), durante ato com prefeitos aliados, Giacobo disse que deixa a sigla por “coerência” e por considerar incompatível a entrada de Moro no partido

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

26/03/26
às
17:02

- Atualizado há 37 segundos

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O ex-presidente do PL no Paraná e deputado federal Fernando Giacobo afirmou que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro não podem aceitar a filiação do senador Sergio Moro ao Partido Liberal nem apoiar uma eventual candidatura dele ao Governo do Estado. Em entrevista nesta quinta-feira (26), durante ato com prefeitos aliados, Giacobo disse que deixa a sigla por “coerência” e por considerar incompatível a entrada de Moro no partido.

Ao justificar a saída dele e de 48 dos 53 prefeitos do PL, o parlamentar afirmou que sua trajetória política sempre foi marcada por “coerência, retidão, compromisso e palavra dada”. Giacobo também reforçou a admiração por Bolsonaro e disse que mantém o mesmo posicionamento em relação ao ex-presidente. Segundo ele, o respeito ao ex-chefe do Executivo pesou diretamente na decisão de deixar o PL.

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Na fala, o deputado criticou duramente Moro ao relembrar a saída do ex-juiz do Ministério da Justiça. Giacobo afirmou que não concorda com a filiação de alguém que, segundo ele, deixou o governo Bolsonaro fazendo acusações graves contra o então presidente. “Quem gosta de Jair Bolsonaro, aqui no Estado do Paraná, e quem continua gostando, como eu, que não muda absolutamente nada a minha opinião, não pode aceitar um cidadão que quis botar Jair Messias Bolsonaro na cadeia”, declarou.

O ex-presidente estadual do PL também mencionou declarações de Moro à Polícia Federal e associou esse episódio à abertura de investigações que atingiram aliados bolsonaristas. Para Giacobo, esse histórico torna inviável apoiar o senador para o comando do Palácio Iguaçu em 2026.

Além da crítica à filiação de Moro, o deputado afirmou que houve quebra de um acordo político construído no Paraná. “O compromisso firmado em 2025 previa que o PL estadual apoiasse o nome indicado pelo governador Ratinho Junior para a disputa ao governo, enquanto o governador daria suporte à candidatura ao senado de Felipe Barros na chapa oficial”, lembrou. Na avaliação de Giacobo, esse entendimento foi rompido pela direção partidária.

Durante o ato, Giacobo também citou a presença de prefeitos e vice-prefeitos ligados ao grupo político que pretende deixar o PL. De acordo com ele, 53 prefeitos fazem parte do movimento, sendo que 48 participaram do evento, enquanto outros justificaram ausência. O deputado afirmou ainda que não pretende impor destino partidário aos aliados e que cada gestor terá liberdade para escolher a legenda que considerar mais conveniente em seu município.

Na mesma fala, Giacobo ressaltou que a saída ocorre por discordância com o projeto estadual adotado pelo partido.
“A atual condução do PL no Paraná “não atende” ao grupo que o acompanha e tampouco representa os princípios defendidos por esses prefeitos e lideranças”, disse.

A entrevista amplia a crise interna no PL paranaense após a filiação de Sergio Moro e explicita o racha entre aliados de Bolsonaro no estado. Ao deixar a presidência regional e anunciar a desfiliação, Giacobo se coloca entre os principais nomes do grupo que resiste ao novo rumo da legenda no Paraná.

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