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Ex-funcionários são investigados por repassar segredos industriais no Paraná

O caso teve início após denúncia apresentada por advogados de uma empresa do setor químico
Foto: Fábio Dias/EPR
O caso teve início após denúncia apresentada por advogados de uma empresa do setor químico

Redação Nosso Dia

19/03/26
às
8:26

- Atualizado há 9 segundos

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Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (18) cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em uma investigação que apura suspeitas de associação criminosa, concorrência desleal e violação de segredo industrial. As ações ocorreram em São José dos Pinhais, Guarapuava e também em cidades de Santa Catarina, como Brusque, Itapema e Pomerode.

O caso teve início após denúncia apresentada por advogados de uma empresa do setor químico, que apontaram indícios de uso indevido de tecnologias industriais e informações estratégicas. As suspeitas surgiram a partir de procedimentos internos de compliance, que identificaram possíveis irregularidades envolvendo ex-funcionários e empresas concorrentes.

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A empresa que se diz prejudicada atua há décadas no desenvolvimento de tecnologias químicas, especialmente voltadas às indústrias de papel, celulose e têxtil. O portfólio inclui fórmulas, processos industriais, cadeias de fornecedores e métodos de aplicação, considerados sigilosos e protegidos como segredo industrial.

Segundo o delegado Fabio Machado, parte dessas informações sensíveis pode ter sido utilizada de forma indevida após a saída de profissionais com acesso a dados estratégicos. “Segundo a apuração preliminar, parte dessas informações sensíveis poderia ter sido indevidamente utilizada por empresas concorrentes, sediadas no Estado de Santa Catarina, após a migração de profissionais e executivos com acesso a dados estratégicos, o que teria permitido a reprodução de tecnologias e produtos semelhantes no mercado”, afirmou.

Com base nos elementos reunidos, foi instaurado inquérito policial. A Justiça autorizou buscas na sede da empresa investigada e nas residências de quatro pessoas.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks e documentos, além de cerca de R$ 100 mil em dinheiro e valores em moeda estrangeira, como dólares, euros, libras esterlinas, pesos guatemaltecos e dólares neozelandeses. Peritos da Polícia Científica também participaram das diligências para coletar amostras de substâncias químicas, que serão analisadas e comparadas em laboratório.

“As investigações envolvem empresas relevantes do setor químico nacional e buscam esclarecer se houve utilização indevida de informações industriais protegidas, eventual reprodução ilícita de tecnologias e possíveis práticas de concorrência desleal no mercado”, completou o delegado.

Todo o material apreendido passará por análise técnica e pericial. A investigação segue em andamento e novas diligências ainda devem ser realizadas para esclarecer completamente os fatos e apurar a responsabilidade dos envolvidos.

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