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Em resposta a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná, a Vara Criminal de Iretama, no Centro Ocidental do estado, condenou a dez anos de prisão um ex-delegado de polícia investigado por utilizar por quase 22 meses, entre maio de 2021 e março de 2023, uma viatura policial para fins particulares. Nesse período, ele abasteceu diversas vezes o carro com verba pública, usando um cartão corporativo da Polícia Civil. Ele foi denunciado em novembro de 2024 pelo crime de peculato.
As investigações foram realizadas pelo Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Promotoria de Justiça de Iretama, autora da ação penal.
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Prisão – No curso das investigações, o ex-agente policial foi preso preventivamente em 17 de dezembro de 2024, após ficar demonstrado que, embora possuísse determinação judicial de não manter qualquer contato com testemunhas do processo, ele atuava para obstruir a tramitação da ação penal. Foram identificadas práticas como manipulação de testemunhas, criação de falsos testemunhos, encaminhamento de roteiros às testemunhas, fraude processual, entre outras condutas ilícitas, que seguem sendo apuradas.
A Corregedoria da Polícia Civil também determinou o afastamento do ex-delegado, que responde a processos administrativos disciplinares.
Ainda cabe recurso da decisão judicial de condenação.