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“Eu dou muita audiência”, diz Renato Freitas sobre presença de vereadores no Conselho de Ética

Freitas afirmou que a repercussão em torno dele seria resultado de um movimento que, segundo ele, envolveria críticas e ataques à sua atuação política
Renato Freitas durante reunião do Conselho de Ética (Foto: Geovane Barreiro - Nosso Dia)
Freitas afirmou que a repercussão em torno dele seria resultado de um movimento que, segundo ele, envolveria críticas e ataques à sua atuação política

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

16/03/26
às
15:48

- Atualizado há 1 minuto

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A sessão do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná, na tarde desta segunda-feira (16), contou com a presença dos vereadores Guilherme Kilter (Novo) e Bruno Secco (Republicanos), o que gerou comentários irônicos por parte de Renato Freitas (PT), que foi ouvido em dois processos: um pela confusão em um hipermercado de Curitiba e outro a situação envolvendo um assessor do deputado estadual Márcio Pacheco (PP), a quem ele teria empurrado durante uma sessão.

Freitas afirmou que a repercussão em torno dele seria resultado de um movimento que, segundo ele, envolveria críticas e ataques à sua atuação política. “Renato Freitas dá muita audiência porque, de uma maneira orquestrada, principalmente pela grande mídia, de difamação da minha figura, porque combato poderes há séculos estabelecidos no nosso estado, geram um anti-Renato Freitismo. Muitas pessoas nem sabem o motivo, mas acabam não gostando da gente e votam em quem diz que vai dar uma pedrada na gente em troca de voto”, declarou.

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Durante a entrevista, Freitas também fez críticas ao atual modelo de representação política e à influência da popularidade nas redes sociais nas eleições. “É um sintoma da falência institucional representativa da democracia que temos, uma vez que as pessoas não conhecem os seus candidatos e votam nos apresentadores de TV, naqueles que por algum motivo têm evidência na sociedade, caso de Alexandre Frota e Tiririca. Hoje nós temos candidatos a partir dos views e dos likes, pseudo-influencers que acabam se elegendo tão somente porque são vistos. Para isso precisam de intriga, fofoca e fake news, tudo aquilo que infelizmente os algoritmos favorecem para gerar engajamento. Tudo para converter views em votos”, afirmou.

Sobre a sessão, Freitas afirmou que ela foi importante para esclarecer diversos pontos das denúncias. “A avaliação foi muito positiva, pois tivemos a oportunidade de esclarecer os fatos e seus pormenores fora dos tribunais da internet, onde os factoides geram engajamento a partir do ódio e da desinformação. Aqui, tendo o direito à defesa, e também à acusação, com as perguntas dos demais deputados, a gente conseguiu dizer o que ocorreu. As provas, as filmagens, tudo com testemunhas, então eu acho que a gente vai sair absolvido destes processos”, concluiu.

Próximos passos

O presidente do Conselho de Ética da Alep, deputado estadual Delegado Jacovós (PL), explicou quais serão as próximas etapas dos processos que envolvem o vereador Renato Freitas. Segundo Jacovós, os casos analisados pelo conselho se referem a fatos ocorridos em momentos diferentes: um em junho do ano passado e outro em fevereiro deste ano. Em ambos, Freitas figura como representado.

Reunião do Conselho de Ética nesta segunda-feira (Foto: Geovane Barreiro – Nosso Dia)

De acordo com o presidente do colegiado, nesta fase já foi realizado o depoimento pessoal do parlamentar, e agora o processo entra na etapa das alegações finais. “Colhemos o depoimento pessoal e agora vamos para as alegações finais das partes, de quem representou e do representado. Em seguida, no prazo de três dias, eu faço conclusos os autos ao relator, doutor Leônidas e Artagão, e eles darão o seu parecer em até dez dias, podendo ser antes”, explicou.

Durante a sessão, deputado também comentou sobre a presença de público nas reuniões do Conselho de Ética e afirmou que não há necessidade de restrições. “Temos estrutura para garantir a segurança dos parlamentares e emiti minha opinião de que não havia necessidade de impedir a entrada de pessoas. As reuniões são públicas e todos podem participar”, disse.

Atualmente, tramitam nove representações contra Renato Freitas no Conselho de Ética da Câmara de Curitiba. Um dos processos, relacionado à briga registrada em Curitiba, tem prazo final até o dia 20 de abril, podendo ser prorrogado por mais 30 dias caso necessário. O manobrista Wesley de Souza Silva seria ouvido nesta semana, mas não pode por problemas particulares.

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