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O uso de celulares de forma clandestina durante a prova está no centro de uma investigação que apura fraude no exame Prova Paraná Mais 2025, utilizado como critério de ingresso em universidades públicas do Estado.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na tarde de segunda-feira (23), oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. A ação tem como objetivo desarticular um grupo suspeito de manipular resultados do exame.
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De acordo com as investigações, dois candidatos utilizaram telefones celulares escondidos durante os dois dias de prova. Eles pesquisavam as respostas e repassavam o conteúdo aos demais envolvidos por meio de anotações.
Segundo a delegada Taís Mendonça de Melo, sete estudantes teriam sido beneficiados de forma irregular. Entre eles, cinco conseguiram vaga no curso de Medicina em universidades estaduais, como a UEL, a UEM e a UEPG.
“O esquema envolveu alunos de uma escola estadual de Tapejara. A fiscal responsável pela aplicação da prova na sala também é investigada, sob suspeita de facilitar ou se omitir durante o exame”, afirmou a delegada.
A irregularidade foi identificada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), após análise dos resultados. A coordenação de avaliação constatou padrões atípicos, como notas muito semelhantes entre alunos da mesma turma, com mais de 95% de acertos nas questões objetivas e desempenho inferior na redação.
Ao comparar os resultados com o histórico escolar, a Seed verificou incompatibilidade com o rendimento apresentado pelos estudantes ao longo dos anos.
Diante dos indícios, o secretário de Educação, Roni Miranda, solicitou a abertura de investigação à PCPR. O caso passou a ser conduzido pelo delegado Thiago Vicentini de Oliveira.
O diretor de Educação da Seed, Anderfabio Oliveira, destacou que o programa Aprova Paraná Universidades segue critérios técnicos rigorosos. “Situações que contrariem as regras serão tratadas com a adoção de medidas administrativas e legais cabíveis”, afirmou.
A secretaria reforçou que não haverá flexibilização em casos que comprometam a igualdade entre os candidatos e reiterou o compromisso com a transparência e a credibilidade do processo seletivo.