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Estudantes paranaenses embarcam para o Reino Unido para intercâmbio pelo programa Ganhando o Mundo

Único voo do primeiro semestre de 2026 levou 25 alunos da rede estadual; outros 175 estudantes viajam no segundo semestre
Com emoção e expectativas, 26 estudantes do Paraná embarcam para o Reino Unido pelo Programa Ganhando o Mundo Foto: Silvio Turra/SEED
Único voo do primeiro semestre de 2026 levou 25 alunos da rede estadual; outros 175 estudantes viajam no segundo semestre

AEN

18/01/26
às
8:37

- Atualizado há 57 segundos

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O único embarque com destino ao Reino Unido, no primeiro semestre da edição 2026 do programa Ganhando o Mundo, foi marcado por emoção, ansiedade e muito orgulho. Ao todo, 25 estudantes paranaenses iniciaram neste sábado (17) uma experiência de intercâmbio internacional que terá duração de um semestre letivo.

Vindos de diferentes regiões do Estado, os alunos embarcaram na manhã deste sábado no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba. Outros 175 estudantes ainda devem seguir para o Reino Unido no segundo semestre do ano.

A viagem integra a maior edição do programa desde a sua criação. Ao longo de 2026, o Ganhando o Mundo deve levar cerca de 2 mil estudantes da rede estadual para experiências de intercâmbio em cinco países: Irlanda, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá.

Vivência além da sala de aula

Para o coordenador do programa Ganhando o Mundo na Secretaria de Estado da Educação, Marlon de Campos Mateus, a expectativa é positiva em todas as etapas da experiência, desde o embarque até o retorno dos estudantes ao Brasil.

“É uma vivência que vai muito além da sala de aula, com impactos diretos na formação acadêmica, cultural e linguística desses jovens”, afirma. Segundo ele, os alunos chegam ao intercâmbio bem preparados e contam com acompanhamento da Secretaria durante todo o processo.

Expectativa e preparação

Entre os intercambistas está Isaac Rafael, de 16 anos, estudante do 2º Colégio da Polícia Militar do Paraná, em Londrina. Ansioso pela experiência, ele conta que já pesquisou sobre o local onde vai morar e estudar.

“Vou ficar em Dover, uma cidade portuária histórica. Estou muito animado para conhecer a história do lugar e também porque vou morar com uma família em uma vila pequena, como eu havia pedido na inscrição”, relata.

Para Isaac, a preparação oferecida pelo programa foi fundamental para chegar mais confiante ao embarque. “As aulas de inglês e as reuniões ajudaram muito, principalmente no lado emocional. Ouvir o relato de outros intercambistas nos prepara aos poucos para essa experiência”, afirma. A dica para quem ainda vai viajar é simples: “Não precisa ter medo. Tudo dá certo”.

Frio na barriga antes da viagem

O estudante João Lucas, de 16 anos, do Colégio Estadual Cívico-Militar Vercindes Gerotto dos Reis, em Paiçandu, também não escondia a ansiedade. Ele vai morar na cidade histórica de Newark, com cerca de 30 mil habitantes.

“Estou muito animado. Já conversei bastante com a família que vai me receber e temos muitos gostos em comum. É uma mistura de felicidade com um friozinho na barriga”, conta.

João destaca que a preparação começou antes mesmo da seleção. “Desde 2024 eu pesquisava sobre o programa. No último ano me dediquei muito ao inglês e também ao preparo psicológico, porque não é fácil ficar longe da família”, afirma. Para ele, planejamento é fundamental. “Com estudo, dedicação e calma, tudo se encaixa”.

Dedicação e sonhos

A estudante Bárbara Vitória Florêncio, de 16 anos, do Colégio Estadual Cívico-Militar Tancredo Neves, em Medianeira, define o processo como longo, mas recompensador.

“Passei muito tempo aprimorando minhas notas, fazendo cursos e estudando inglês. Mesmo sendo um programa para aprender o idioma, é importante ter uma base”, explica.

Animada, ela conta que já conversou com a colega de quarto e recebeu apoio da família e da equipe do programa. “Tenho certeza de que vou fazer muitos amigos e viver uma experiência incrível”.

Para quem sonha em participar do intercâmbio, a estudante deixa o conselho: “Tenha metas, objetivos claros e conte com o apoio das pessoas ao seu redor”.

Orgulho da família

Entre os familiares, o sentimento é de orgulho e tranquilidade. A mãe de Bárbara, Elis Regina Florêncio, acompanhou de perto a dedicação da filha até a conquista da vaga.

“Foi uma sensação de dever cumprido. Ela se dedicou muito, desde cedo, por conta própria. Quando saiu o resultado, a gente não sabia se gritava ou se chorava de alegria”, relembra.

O impacto do programa também inspira os mais novos. O irmão de Bárbara, Davi Ricardo Florêncio, de 11 anos, acompanhou o embarque com admiração.

“Fico muito feliz pela conquista dela. Vou sentir saudade, mas quero estudar bastante para um dia também viajar”, afirma. O destino dos sonhos? “Escócia”.

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