
- Atualizado há 7 horas
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (5), uma ação para reprimir a comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento importados sem registro junto à Anvisa. A venda ocorria por meio da internet e de redes sociais e o alvo foi uma estudante de Medicina no Paraguai.
A investigação teve início após uma denúncia anônima indicar a possível oferta de medicamentos de uso controlado sem prescrição médica e sem autorização do órgão sanitário. No decorrer das apurações, a Polícia Federal identificou que a investigada é estudante de Medicina no Paraguai e estaria ligada à divulgação e venda de produtos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, principalmente em ambientes virtuais.
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Segundo a PF, foram reunidos elementos que, em tese, apontam para a prática do crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que trata da importação, guarda e comercialização de medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente. A conduta é considerada grave por expor a saúde pública a risco e pode resultar em pena de 10 a 15 anos de reclusão.
Como parte da operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. A ordem judicial foi expedida pela 9ª Vara Federal de Curitiba, com o objetivo de aprofundar a coleta de provas relacionadas ao caso.
A Polícia Federal também destacou que medicamentos indicados originalmente para o tratamento de diabetes tipo 2 vêm sendo utilizados de forma indiscriminada para fins estéticos e de emagrecimento rápido, muitas vezes sem acompanhamento médico e fora das normas sanitárias. Essa prática, segundo o órgão, aumenta significativamente os riscos à saúde dos consumidores.
A corporação reforça o alerta para que a população evite a compra de medicamentos por meios informais, especialmente pelas redes sociais. Produtos sem procedência garantida podem ser falsificados, mal armazenados ou conter substâncias nocivas, trazendo sérios prejuízos à saúde.
A ação foi batizada de Operação Esculápio, em referência à figura mitológica associada à medicina e à cura, em alusão ao uso indevido de conhecimentos da área da saúde para dar aparência de legitimidade à comercialização ilegal de medicamentos.