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Com marcas de mordida de tubarão, espécie rara de baleia é resgatada no litoral do Paraná

O animal, uma cachalote-anão (Kogia sima), apresentava ferimentos e marcas compatíveis com mordidas de tubarão-charuto (Isistius brasiliensis)
(Fotos: Divulgação LEC)
O animal, uma cachalote-anão (Kogia sima), apresentava ferimentos e marcas compatíveis com mordidas de tubarão-charuto (Isistius brasiliensis)

Redação Nosso Dia

26/03/26
às
8:14

- Atualizado há 9 horas

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Uma espécie rara de baleia foi resgatada com vida no litoral do Paraná após ser encontrada encalhada na manhã de terça-feira (24), na Ilha do Mel. O animal, uma cachalote-anão (Kogia sima), apresentava ferimentos e marcas compatíveis com mordidas de tubarão-charuto (Isistius brasiliensis).

O mamífero marinho foi avistado por moradores, que acionaram a equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR (LEC-UFPR), responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no Paraná.

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Segundo os especialistas, o animal foi encontrado ainda com vida e recebeu os primeiros atendimentos ainda na faixa de areia, com foco na estabilização. Em seguida, a baleia foi transportada até o Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD-UFPR), em Pontal do Paraná.

Após avaliação clínica, foi constatado que se trata de uma fêmea juvenil, com cerca de 2,10 metros de comprimento.

Os profissionais identificaram escoriações e lesões circulares típicas de ataques do tubarão-charuto, espécie conhecida por retirar pequenos pedaços de carne de outros animais marinhos.

Apesar dos ferimentos, a cachalote-anão segue em processo de estabilização e sob monitoramento intensivo no centro de reabilitação. O estado de saúde é acompanhado de perto por uma equipe multidisciplinar.

Espécie rara

A cachalote-anão é considerada uma espécie de difícil observação, já que possui hábitos discretos e passa a maior parte do tempo em águas profundas. Encalhes como este são considerados importantes para o estudo e conservação desses animais.

As equipes seguem avaliando a evolução do quadro clínico e não há, até o momento, previsão para a reintrodução do animal ao mar.

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