
- Atualizado há 32 segundos
O governador do Paraná, Ratinho Jr, publicou neste sábado (7) em suas redes sociais um vídeo ironizando as acusações de truculência da Polícia Militar na prisão do líder sindical Nelson da Força. As imagens, registradas por uma câmera de segurança, mostram o dirigente, com microfone na mão, batendo o próprio corpo contra uma van e, na sequência, se jogando no chão, antes da aproximação dos policiais.
O episódio havia repercutido ao longo da semana. Na última quarta-feira (4), o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba informou que trabalhadores da empresa Brose foram alvo de ação policial durante mobilização em frente à fábrica localizada, em São José Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, Nelson da Força acabou preso.
Vídeos divulgados naquele dia mostraram o sindicalista sendo contido por policiais militares, e o PT do Paraná afirmou que ele teria sido vítima de uma abordagem truculenta. As gravações motivaram críticas de entidades sindicais e de partidos de oposição à atuação da PM durante o ato, que contava com carro de som e discursos aos trabalhadores.
Segundo o sindicato, os trabalhadores reivindicavam melhores salários e condições de trabalho quando teriam sido “simplesmente atacados pela polícia”. A entidade sustenta que, desde o início das mobilizações, funcionários vêm sofrendo pressão e assédio, e que a realização de assembleias tem sido dificultada por frequentes intervenções policiais.
Ainda conforme a nota, a condução do episódio transforma uma pauta trabalhista em “caso de polícia” e viola direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e por convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O sindicato também afirma que a empresa se recusou ao diálogo e teria recorrido a práticas antissindicais para enfraquecer a mobilização dos trabalhadores.
Durante a ocorrência, Nelson da Força, líder sindical ligado ao movimento, foi preso. O sindicato não detalhou as circunstâncias da detenção, mas afirma que a prisão integra um contexto de criminalização da luta coletiva e de tentativa de intimidação dos trabalhadores.