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O senador Sergio Moro evitou fazer críticas diretas ao governador Ratinho Junior e afirmou que pretende dar continuidade aos projetos em andamento no estado, durante entrevista concedida após sua filiação ao Partido Liberal (PL). Ele falou a Jovem Pan News na manhã desta segunda-feira (30), onde destacou ainda o que quer para o Governo do Paraná.
Na avaliação de Moro, o Paraná vive um momento positivo, mas ainda pode avançar em áreas como segurança pública. “Eu respeito muito o governador e queremos dar continuidade aos bons projetos, também com a minha marca, que previna qualquer chance de desvio e torne o Paraná o estado mais seguro do país. Hoje o Paraná está bem, mas não é o mais seguro”, afirmou.
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O senador também citou episódios recentes de violência para reforçar a necessidade de avanços na área, como a morte de uma freira em Ivaí e casos de tiros em plena luz do dia em bairros de Curitiba, como no Parolin.
Durante a entrevista, Moro confirmou que foi convidado a se filiar ao PL com o objetivo de fortalecer o projeto político nacional ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flavio Bolsonaro. Segundo ele, a meta é ampliar a votação da direita, especialmente em regiões onde o grupo político enfrenta mais dificuldades, como o Nordeste.
Moro ainda adiantou que pretende ter como vice o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos, e citou nomes como Filipe Barros e Deltan Dallagnol como possíveis candidatos ao Senado dentro do grupo.
Questionado sobre movimentações internas no partido, o senador minimizou a saída de lideranças e fez críticas diretas ao deputado federal Fernando Giacobo, ex-presidente do PL no estado. “Quando tem movimentação partidária, tem quem quer sair e quem quer ficar. Giacobo é politicamente irrelevante. É uma figura que não importa para nós”, disse. (Saiba o que disse Giacobo sobre as falas de Moro clicando aqui)
Sobre sua relação com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a quem já criticou, Moro afirmou que as conversas têm sido positivas e focadas no futuro político do país. Ele também comentou o cenário nacional e voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Temos que olhar para frente. O país não aguenta mais esses quatro anos”, afirmou, ao defender a união de forças políticas para enfrentar o atual governo.
No campo econômico, Moro destacou que pretende enfrentar gargalos estruturais no Paraná, especialmente na área de energia, e anunciou a intenção de promover uma audiência pública com a Copel e a Aneel para discutir problemas que afetam o setor produtivo.
Sobre a montagem de equipe, o senador disse que ainda está definindo nomes, mas garantiu que priorizará critérios técnicos. “Pode ser político, desde que tenha competência. Não pode ser alguém que não entenda da função”, concluiu.