PUBLICIDADE
Educação /
DIA A DIA

Em Curitiba, ministro da Educação anuncia cinco novos campis do IFPR e diz que Brasil não pode retroceder sem Lula

Segundo Camilo Santana, os investimentos vão além do ensino técnico e superior
Ministro Camilo Santana em entrevista ao Portal Nosso Dia (Foto: Vitória Santin)
Segundo Camilo Santana, os investimentos vão além do ensino técnico e superior

Luiz Henrique de Oliveira e Vitória Santin

20/01/26
às
16:54

- Atualizado há 44 segundos

Compartilhe:

O ministro da Educação, Camilo Santana, cumpriu agenda no Paraná nesta terçaa-feira (20) e anunciou, em Curitiba, a autorização para a construção de cinco novos campis do Instituto Federal do Paraná (IFPR), além de uma série de investimentos e programas voltados à educação básica, técnica e superior. Durante os compromissos no estado, o ministro também reforçou apoio político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o país “não pode retroceder”.

A agenda teve início pela manhã em Foz do Iguaçu, com visita ao Jardim Universitário e às obras do novo Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Já na capital paranaense, Camilo Santana visitou a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e participou de cerimônia de entrega de Carteiras Nacionais Docentes e vales-computadores do programa Mais Professores para o Brasil.

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui

Durante o evento, o ministro destacou que a assinatura do termo para os novos campis (Araucária, Cambé, Cianorte, Maringá e Toledo) faz parte de uma política nacional de expansão e consolidação da rede federal. “Faz parte da consolidação dos Institutos Federais já existentes. Assinamos um termo de dez restauros e expandimos 106 campis no Brasil, sendo cinco aqui no Paraná, além do programa de valorização dos professores”, afirmou.

Segundo Camilo Santana, os investimentos vão além do ensino técnico e superior. “Estamos mostrando um conjunto de ações que começa na creche, com investimentos do PAC, que passam de R$ 1,6 bilhão só em obras, fora o programa Pé-de-Meia, que beneficia cerca de 140 mil alunos no Paraná”, disse. Ele também citou políticas como alfabetização na idade certa e ampliação da escola em tempo integral. “É um Brasil unido defendendo a educação, em parceria com estados e municípios”, reforçou.

O ministro também comentou mudanças no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para cursos de Medicina, dentro do novo modelo do Enamed. “O Enamed passou a regular as universidades do ensino superior, tanto federais quanto privadas. Houve uma expansão muito grande das universidades privadas e havia uma cobrança para avaliar melhor a formação desse profissional”, explicou.

De acordo com ele, os dados atuais acendem um alerta. “Hoje, 67% das universidades estão acima da média, mas estamos preocupados com as municipais e também com as privadas sem fins lucrativos, onde mais da metade está abaixo da média”, afirmou. Camilo Santana ressaltou que o objetivo não é punição imediata, mas garantia de qualidade. “Haverá um período para correção, com sanções cautelares como suspensão de novas vagas. Tudo isso faz parte de um processo para garantir segurança no atendimento à população. Queremos garantir que os cursos ofertados sejam de qualidade”, disse.

Ao falar sobre o cenário político, o ministro foi direto ao afirmar que não pretende disputar eleições, mas que atuará na defesa do atual governo. “Eu não sou candidato. Quero muito ajudar na reeleição do presidente. Vou percorrer o Brasil, principalmente o Nordeste, de onde sou, para mostrar os avanços deste governo”, declarou. Segundo ele, o país vive um momento de recuperação. “O Brasil não pode retroceder. Temos avanços na economia, a menor taxa de desemprego, salário mínimo com ganho real e a educação crescendo”, afirmou.

Camilo Santana concluiu dizendo que sua decisão sobre o papel político nos próximos meses será tomada em diálogo com o presidente. “Quero colaborar. Será uma decisão que tomarei em abril com o presidente Lula”, finalizou.

A agenda no Paraná foi encerrada com visita institucional ao Instituto Federal do Paraná, reforçando o foco do Ministério da Educação na expansão da rede federal e na valorização dos profissionais da educação.

TÁ SABENDO?

DIA A DIA

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias