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Em Curitiba, Flávio Bolsonaro diz que Lula fez “lobby” para facções nos Estados Unidos

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro afirmou que a segurança pública será uma das principais bandeiras de sua campanha.
Evento realizado em Curitiba reuniu Flávio Bolsonaro, Sergio Moro, Filipe Barros e Deltan Dallagnol. Foto: Portal Nosso Dia
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro afirmou que a segurança pública será uma das principais bandeiras de sua campanha.

Vitoria Santin e Geovane Barreiro

30/05/26
às
7:59

- Atualizado há 42 segundos

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Após participar do lançamento das pré-candidaturas de Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná e de Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado, na noite desta sexta-feira (29), em Curitiba, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista coletiva após o evento realizado no Jockey Club do Paraná, ele afirmou que Lula teria atuado em favor de facções criminosas junto ao governo dos Estados Unidos e disse que a segurança pública será uma das principais bandeiras de sua campanha. “A gente sabe que a insegurança pública é generalizada no Brasil. É inadmissível que um presidente da República vá de joelhos até o presidente dos Estados Unidos fazer lobby a favor de servir ao PCC”, declarou.

A declaração ocorre após o governo dos Estados Unidos anunciar que PCC e Comando Vermelho passarão a ser classificados como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, dois dias depois de uma reunião com Flávio Bolsonaro em Washington. Durante a viagem, o senador afirmou ter defendido junto ao governo americano a adoção da medida contra as facções brasileiras.

O senador também afirmou que sua pré-candidatura defenderá o endurecimento das leis penais para integrantes de organizações criminosas. “Essa é a principal proposta. Inclusive, fizemos um projeto antifacção endurecendo a legislação penal para que chefes de facções narcoterroristas possam ficar até 80 anos presos”, disse.

Durante a entrevista, Flávio elogiou a atuação de Sergio Moro na Operação Lava Jato e afirmou que o combate ao crime organizado exige enfrentamento direto às estruturas criminosas. “É com esse sentimento de saber da dificuldade que é enfrentar esses narcoterroristas, mas com coragem, como também fez o Moro lá atrás com a Lava Jato, enfrentando esse sistema que joga pesado e joga sujo, pensando em devolver a paz e a tranquilidade para o povo brasileiro”, afirmou.

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