
- Atualizado há 4 anos
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, usou a paixão que tem pelo Coritiba para defender o papel do órgão nas eleições. Segundo Fachin, assim como quem questiona as eleições antes do resultado, adoraria que o Coxa começasse um campeonato já como campeão, mas aí não seria um campeonato democrático.

Fachin participou, nesta sexta-feira, em Curitiba, de uma coletiva de imprensa ao lado do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura.
“Eu aqui no Paraná torço para o Coritiba. Eu adoraria que o Coxa começasse campeão, mas isso não é um campeonato democrático. Todos os times que entram em campo, entram para ganhar. A Justiça Eleitoral não faz parte do jogo, assim como o árbitro da partida, embora também alguns jogadores se dirigem a ele de forma pouco elegante”, explicou Fachin.
O ministro disse ainda que, assim como o árbitro de futebol entra em campo para aplicar as regras, o TSE busca que seja seguido o que estabelece a Constituição e o Congresso Nacional.
“O que se almeja é que todos os times que integram o campeonato preservem o regulamento. Ao árbitro (Justiça Eleitoral) interessa o resultado de acordo com o regulamento democrático, com todos os times preservando também o regulamento”, salientou.
Por fim, Fachin disse que as questões de propagação de noticias falsas sobre as eleições, especialmente as urnas eletrônicas, interessam a quem de fato não pensa democraticamente.
“Quem está interessado na democracia não difunde informação ou incita a violência contra o resultado”, concluiu.
Professor de direito civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Edson Fachin é sócio-fundador de um escritório em Curitiba especializado em arbitragem e mediação no direito empresarial. O advogado é mestre e doutor em direito das relações sociais e tem pós-doutorado no Canadá.
Apesar de nascido no Rio Grande do Sul, passou a maior parte do tempo na capital, onde se tornou torcedor do Coritiba.