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Educação diz que convocou diretores após vídeo com apologia à violência em colégio cívico-militar

Segundo a SEED, manifestações nessa linha não condizem com o compromisso do Paraná baseado em educação cidadã e transformadora
(Foto: Reprodução)
Segundo a SEED, manifestações nessa linha não condizem com o compromisso do Paraná baseado em educação cidadã e transformadora

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

30/11/25
às
17:27

- Atualizado há 14 segundos

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A Secretaria de Estado da Educação (SEED) se pronunciou na tarde deste domingo (30), por meio de nota, sobre o vídeo divulgado pelo Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), que mostra estudantes de um colégio estadual cívico-militar, no bairro Água Verde, em Curitiba, sendo orientados a marchar enquanto entoam um canto de guerra associado ao Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da Polícia Militar. Segundo o sindicato, a música, entre outras coisas, faz apologia à violência. A letra tem frases como: “Homem de preto, qual é sua missão? Entrar na favela e deixar corpo no chão.”

Segundo a SEED, manifestações nessa linha não condizem com o compromisso do Paraná baseado em educação cidadã e transformadora. “A Secretaria de Estado da Educação convocou os diretores da escola onde os alunos foram filmados entoando gritos que não condizem com a grade curricular e exigirá explicações sobre a rotina“, diz a nota.

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A Educação do Paraná ainda destacou os pontos positivos dos colégios cívico-militares no Paraná. “Os colégios cívico-militares têm se destacado em grandes projetos educacionais, como o Ganhando o Mundo e o Maratona Tech, torneio nacional de tecnologia no ensino que teve o Estado como grande campeão. Manifestações nessa linha não condizem com o compromisso do Paraná baseado em educação cidadã e transformadora”, concluiu a nota.

O vídeo

No registro, os adolescentes repetem o refrão sob a supervisão de um militar, um soldado que atua como monitor do Colégio João Turin, que atende cerca de 750 alunos. O sindicato é contrário ao programa de colégios cívico-militares implementado no Estado em 2020.

Assista ao vídeo:

A presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, afirmou que casos semelhantes têm sido relatados desde o início do modelo. “Absurdos como esse do vídeo não são casos isolados. Recebemos denúncias parecidas, e até piores, em escolas que adotaram o sistema cívico-militar. É chocante ver a escola pública sendo usada para promover uma doutrinação ideológica extremista, que prega o ódio, a violência, o massacre e o extermínio de comunidades periféricas”, declarou.

Programa

O Paraná tem mais de 2 mil escolas com cerca de 1 milhão de estudantes. Ao todo, são 345 colégios cívico-militares que atendem quase 200 mil alunos. O programa integra práticas de gestão civil com a atuação de militares da reserva (inativos) em funções administrativas e de apoio à rotina escolar.

Diferentemente das escolas regulares, em que a direção é eleita pela comunidade escolar, os diretores dos colégios cívico-militares são escolhidos pela Secretaria de Educação. O modelo cívico-militar é escolhido por meio de consulta pública pela própria comunidade escolar.

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