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Dona de perfumaria lamenta fim de loja em shopping de Curitiba: “Todos pegos de surpresa”

Segundo Celi, o aviso foi recebido na última quarta-feira, acompanhado de um cronograma para a saída, mas sem explicações detalhadas
(Foto: Reprodução de vídeo)
Segundo Celi, o aviso foi recebido na última quarta-feira, acompanhado de um cronograma para a saída, mas sem explicações detalhadas

Redação Nosso Dia

16/02/26
às
17:08

- Atualizado há 25 segundos

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A proprietária de uma tradicional perfumaria instalada há 30 anos no Alto da XV Mall, antigo Polloshop, afirma que lojistas foram surpreendidos com a determinação para desocupação do espaço em apenas 30 dias. Segundo Celi, o aviso foi recebido na última quarta-feira, acompanhado de um cronograma para a saída, mas sem explicações detalhadas.

“Estamos aqui há 30 anos. Temos clientes que são pai, mãe, avó, que acompanham a gente desde o início. Todos fomos pegos de surpresa”, relatou a proprietária da Di Vetro perfumaria.

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A comerciante contou que as dificuldades começaram ainda em 2020, com a pandemia, período em que os antigos administradores teriam repassado a gestão aos proprietários do empreendimento. Com a reabertura do espaço, que voltou a operar como Alto da XV Mall, antigo, parte dos lojistas não conseguiu se manter.

Assista ao vídeo:

“Quando reabriu, cerca de 40% dos lojistas já não tinham conseguido continuar. A gente acreditou que viriam novas operações, que teriam novos contratos. Pediram paciência, disseram que havia negociações em andamento. Nós investimos, acreditamos nessas promessas, mas elas não se cumpriram”, afirmou.

A empresária descreveu o período pós-pandemia como um dos mais difíceis da trajetória da loja. “Foi um ano e meio comendo terra. Nem nós, que temos outras lojas, escapamos. Eu mesma fechei uma unidade e não houve facilidade nem para quem queria entrar.”

Ela relatou que alguns comerciantes recorreram a linhas de crédito, como o Pronampe, apostando na recuperação do movimento com a chegada de novas marcas ao shopping. “Muitos pegaram empréstimos acreditando que teriam novos contratos no empreendimento e agora estão saindo sem nada.”

Prazo de 30 dias e clima de incerteza

De acordo com a lojista, o comunicado determinando a desocupação em 30 dias gerou indignação. “Recebemos um cronograma para sair, sem uma satisfação, como se não fôssemos nada. Simplesmente temos que desocupar tudo. O que ficou claro é que não querem mais a gente aqui.”

Celi destacou que diversas famílias dependem das lojas instaladas no local. “Tem famílias aqui dentro, pessoas que precisam sustentar seus filhos. Existe lei, mas agora não vai adiantar. Temos que ir embora.”

A comerciante afirmou que conseguiu encontrar um novo ponto nas proximidades, mas muitos colegas ainda não sabem para onde irão. “Está todo mundo desorientado. Muitos não têm caixa, não têm verba para recomeçar. A academia não vai sair, a clínica não vai sair. Mas para nós não deram nenhum direito.”

Pedido de apoio

Em meio à incerteza, a empresária faz um apelo à comunidade que acompanhou a trajetória da loja ao longo de três décadas. “Contamos com vocês nesses 30 anos. Não quero mandar meus funcionários embora. Peço que compartilhem, que nos ajudem. Ninguém sabe para onde vai ou o que vai fazer.”

Até o momento, a administração do shopping não se manifestou oficialmente sobre as alegações dos lojistas. O Portal Nosso Dia entrou em contato via Instagram e aguarda um retorno.

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