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O dólar à vista furou os R$ 5 e chegou a R$ 4,9543, queda de 2,10%, por volta das 10h40 desta quinta-feira, 2. É a primeira vez que a moeda atinge esse valor desde junho de 2022. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,78%, para 112.902,70 pontos.

Na quarta, 1, o Copom do Banco Central brasileiro manteve o juro básico em 13,75% ao ano, por unanimidade, ressaltando incertezas fiscais e o desvio de expectativas inflacionárias. No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros em 25 pontos-base, para a faixa entre 4,50% e 4,75% ao ano.
A manutenção da Selic em nível elevado e um arrefecimento do aperto monetário do Fed favorecem o chamado “carry trade”, contatação de empréstimo em país de juro baixo e aplicação desses recursos em lugares mais rentáveis, como o Brasil.
Para Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da Stonex, há um apetite maior por mercados mais arriscados, como o Brasil, tanto de investidor local como de estrangeiros, após decisão suave do Fed e a comunicação mais rígida do Copom brasileiro.
“Os mercados ficaram satisfeitos que o Copom sinalizou intenção de postergar cortes de juros para assegurar o processo de desinflação no Brasil. Copom respondeu à demanda do mercado de maior rigidez”, avalia Mattos. “Esse cenário favorece entrada de capitais e, por isso, o mercado se antecipa e desmonta parte de suas posições cambiais defensivas.”