
- Atualizado há 35 segundos
Nenhum outro bairro de Curitiba reúne mais ruas “temáticas” que o Centro. Conhecidas pelos tipos de produtos que vendem, essas vias concentram, lado a lado, várias lojas que oferecem itens bem específicos. Para o consumidor, a grande vantagem dessas ruas especializadas é justamente poder encontrar o que procura sem a necessidade de se deslocar de um lado ao outro da cidade.
De acordo com Paulo Martins, vice-prefeito de Curitiba e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, as ruas temáticas são verdadeiros polos comerciais que se desenvolveram de forma espontânea e se transformaram em símbolos do varejo no Centro de Curitiba.
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“São ruas temáticas de extrema importância para a economia, gerando emprego e renda, e a dinâmica urbana do bairro, atraindo grande quantidade de compradores de toda a capital, da região metropolitana e até turistas, que as visitam por indicação de moradores locais”, avalia Paulo Martins.
O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Paulo Mourão, reforça que as ruas temáticas cumprem um papel estratégico para o fortalecimento da região central de Curitiba. “Quando determinados segmentos se concentram em uma mesma via ou região, eles criam uma identidade própria e facilitam a jornada de compra ao transformar esses locais em referência para os consumidores. Há um efeito positivo em cadeia, por isso valorizar e fortalecer essas ruas é investir diretamente na vitalidade econômica da cidade”, completa ele.
As ruas temáticas do bairro também estão sendo beneficiadas pelo programa Curitiba de Volta ao Centro, lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel em 2025. Com a iniciativa, o município tem promovido várias ações para redesenvolver a região central da capital, investindo em áreas como zeladoria urbana, segurança pública (Centro Seguro e Operação Checkout), ampliação dos serviços de acolhimento a pessoas em situação de rua, desburocratização do comércio, mais eventos (Domingo no Centro e Festival da Primavera), modernização da iluminação e requalificação de ruas e calçadas.
RUA 24 DE MAIO – ELETRÔNICOS

Quem busca componentes eletroeletrônicos tem endereço certo em Curitiba. A Rua 24 de Maio, entre as avenidas Visconde de Guarapuava e Silva Jardim, é especializada em componentes eletrônicos, como áudio, vídeo, telefonia, equipamentos de segurança e informática. De tomadas a antenas, passando por modems e controles remotos, a diversidade de lojas e produtos não deixa problema de cliente sem solução na via do Centro. Dilson Pereira (foto) é proprietário há mais de 30 anos da loja Foxtron (nº 325). Ele conta que os controles remotos de portões e TVs são os itens campeões de vendas em sua loja, mas também há muita procura por modems, carregadores de smartphones, roteadores, repetidos de wifi e acessórios para instrumentos musicais. “Atendemos tanto consumidores finais como empresas. Hoje nosso grande concorrente é a internet, mas as lojas da 24 de maio são referência na cidade quando o assunto é produtos eletrônicos e elétricos”, salienta ele. Outros endereços especializados em eletrônicos na Rua 24 de Maio são: Attiva (nº 280), Universal (nº 287), Benetron (nº 297 A), Trípoli (nº 304), 24 Eletro (nº 307), Albatronic (nº 317), Mega Infotronic (nº 327), Company Informática (nº 411/loja 2), Só Tudo (nº 411/loja 3), Romantech (nº 489) e Eletrônica Modelo (615).
AVENIDA SETE DE SETEMBRO – ARTIGOS PARA FESTA E EMBALAGENS

No trecho da Avenida Sete de Setembro, entre as ruas Francisco Torres e General Carneiro, é fácil encontrar consumidores percorrendo as calçadas observando as vitrines das lojas de artigos para festa e embalagens. E os estabelecimentos especializados da região capricham na decoração, como é possível ver agora com as entradas e fachadas repletas de coelhos, cestas e outros adereços bem no clima da Páscoa. Uma das lojas mais concorridas é o Armazém das Embalagens (nº 2053), há 26 anos referência no segmento e que fica lotada nas semanas que antecedem comemorações como carnaval, Festa Junina, Dia das Mães, Dia das Crianças, Halloween e Natal. “Todo ano a gente busca surpreender nossos clientes. Quem compra primeiro tem a opção de escolha, com as novidades, as melhores peças e tendências”, pontua Tamara Batistelli (foto), filha do fundador da loja, Nilton José Batistelli. É ela, ao lado de outros membros da família, que hoje comanda o Armazém das Embalagens. Além de itens para decoração, fantasias e vestimentas, várias destas lojas da região ainda comercializam comidas e bebidas típicas para as celebrações. Outros endereços especializados em embalagens e artigos para festa na Avenida Sete de Setembro são: Friosete (nº 1926), Casa Nova Embalagens (nº 1957), Embalacerto (nº 1950), Sete Festas (nº 2000), Distribuidora Povão (nº 2025/loja 15), Zero 41 (nº 2025/loja 16), Comercial Embalagens (nº 2025/loja 18) e Mercado das Embalagens (2061).
RUA RIACHUELO – MÓVEIS NOVOS ACESSÍVEIS

Referência no Centro quando o assunto é móveis novos coloridos, rústicos e provençal com bom custo-benefício, a Rua Riachuelo tem como um dos pioneiros neste segmento o comerciante Issa Jaber Makhoul (na foto, ao lado do filho Lucas Makhoul), com sua loja Progressivo Móveis (nº 284), que vende mesas, cadeiras e estantes para casa, além de mobiliário para escritório. Ele conta que precisou mudar de segmento várias vezes, desde que abriu o primeiro estabelecimento na via, em 1990. “Já tive distribuidora de doces e lojas de móveis usados ou que sofreram sinistro. Em comum, sempre oferecer produtos com bom custo-benefício. Hoje, com móveis novos com pronta entrega, atendemos clientes de toda a cidade”, explica o comerciante de origem síria. Outras lojas de móveis novos na Rua Riachuelo são Aladane Móveis (nº 222), Grupo Habibi (nº 245), Wawá Móveis (nº 280), Top Móveis (nº 291), Isabela Móveis (nº 310) e A Mobília (nº 480).
ALAMEDA DR. MURICY – COURO, CORINO, EVA E TATAME

Quem procura as lojas especializadas da Alameda Dr. Muricy, entre a rua Pedro Ivo e Avenida Visconde de Guarapuava, busca transformar ou criar algo. Seus couros e a versão sintética da pele (corino) vão virar bolsas, cintos, roupas, calçados, chapéus e bijuterias nas mãos de artesãos, designers e costureiras da capital. As folhas e placas de borracha EVA (Etil Vinil Acetato) são muito procuradas tanto por criadores locais como pelos pais que precisam incluir o item na lista de material escolar dos filhos. Pisos vinílicos, expostos em rolos, também são campões de vendas nesses estabelecimentos, assim como tatames, que são vendidos em placas para escolas, clinicas, academias e até para o cantinho de alongamento ou meditação em casa. “Temos clientes dos mais diferentes segmentos, pessoas físicas e empresas. Todos vêm em busca da nossa variedade de produtos e atendimento personalizado”, destaca Luci Cristina Rovea Rita (foto), que ao lado do marido, Reginaldo, comandam a Casa de Couros Rita, com duas lojas na Dr. Muriy (nº 135 e 231). Outros comércios especializados na via são Atacadão da Sola (nº 72), Casa dos Korinos Elvis (nº 217), Mirasolo (nº 218), Casa do Sapateiro (nº 257), Atacadão Muricy (nº 270) e Casa de Couro Schmuck (nº 321).
PRAÇA SENADOR CORREIA (TERMINAL DO GUADALUPE) – CABELO

No encontro das ruas Pedro Ivo e André de Barros, ao redor da Praça Senador Correia (Terminal e Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe), estão as concorridas lojas de compra e venda de cabelos. O pioneiro neste segmento é José Alvino Cordeiro de Godoi (foto), mais conhecido como Zé do Cabelo, que há 37 anos é referência quando o assunto é comercialização de madeixas que se transformam em apliques de alongamento capitar, perucas e próteses masculinas. “O perfil dos clientes que compram cabelo vai de profissionais de salão que trabalham com perucas e apliques até pessoas que sofrem com queda de cabelo por conta de doenças ou de outros motivos. Já os clientes que vendem, normalmente, são pessoas que querem se livrar do comprimento, mas que não abrem mão de ganhar um dinheiro com isso”, conta Godoi, proprietário da Casa do Cabelo (nº 54). Hoje, são mais de 30 estabelecimentos na região que comercializam mechas, que podem chegar a custar R$ 5 mil se for loiro natural, com 60 centímetros. A região reúne outras lojas de compra e venda de cabelo como Rosilda Hair (nº 22), Espaço do Cabelo (nº 62), Salão da There (nº 66), Só Cabelo (nº 88) e Moustache Megahair (nº 241).
RUA MATEUS LEME – BRECHÓS

A Rua Mateus Leme, entre as ruas Inácio Lustosa e Treze de Maio, é parada obrigatória para quem gosta de garimpar peças únicas, renovar o guarda-roupa gastando pouco ou defende que a moda pode ser sustentável com aumento da vida útil de um vestido, camisa, bolsa ou bijuteria. Nas araras, prateleiras, balcões e até nos pisos dos brechós se espalham roupas, acessórios e calçados que transcendem épocas e estilos. Proprietário do Brechó Girassol (nº 291), Clisman Jorge Cavichon (foto) conta que mais de 70% de suas peças são femininas, mas também há opções para o público masculino. “Fazemos um trabalho de curadoria, para ofertar peças com estilo e em excelente estado. Tudo por um preço legal”, observa ele. A Rua Mateus Leme também reúne outros estabelecimentos do segmento, como os brechós Estação (nº 169), Donanna (nº 179), Camarim (nº 193), São Francisco (nº 222, 230, 236 e 244), Show Room (nº 262), Cabide Caramelo (nº 271), Lojix (nº 302), Trashow (nº 313), Stradivarius (nº 314) e Massimo (n° 325).
RUA MARECHAL DEODORO – ELETRODOMÉSTICOS E MÓVEIS

Grandes redes varejistas de eletrodomésticos, móveis, materiais de construção, cosméticos e utilidades para casa têm lojas na Rua Marechal Deodoro. Além disso, a MadeiraMadeira (marketplace de móveis e artigos para casa), um dos três unicórnios de Curitiba (empresas de base tecnológica avaliadas em US$ 1 bilhão), abriu uma loja física conceito no número 717 da importante via. A Marechal Deodoro reúne, entre a Rua Barão do Rio Branco e a Alameda Dr. Muricy, lojas das redes Nichele (nº 26), Magazine Luiza (nº 37 e 235), Casas Bahia (nº 113 e 311), Colombo (nº 137), Multiloja (nº 167, 235 e 335), Lojas MM (nº 243), Silmar Móveis (nº 283), Miashop (nº 418) e MCL Outlet (nº 484).