
- Atualizado há 4 anos
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP) informou que criou uma força-tarefa para investigar o homicídio do tesoureiro do PT, Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, que aconteceu no domingo (10), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, por uma possível motivação política. Com isso, a delegada Iane Cardoso, inicialmente responsável pelo caso, será substituída pela delegada Camila Ceconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba.

A decisão se dá no mesmo dia em que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, divulgou ao blog da jornalista Andréia Sadi que a delegada Iane Cardoso, então responsável pelas investigações, costumava criticar o partido de Lula nas rede sociais. Em postagens feitas em 2016, ela afirmou que ‘petista quando não está mentindo, está roubando ou cuspindo’.
Por conta disso, o PT afirmou que pedirá ao Tribunal Superior Eleitoral e à Polícia Federal para que a investigação passe às autoridades federais, mesmo com a nova mudança no comando das investigações. Cabe ressaltar que a nota da SESP, enviada ao Portal Nosso Dia, não menciona em nenhum momento que a troca se deu pelas postagens anteriores de Iane e nem se ela continuará na força-tarefa.
Prisão preventiva decretada
O policial penal federal Jorge José Guaranho, responsável por atirar e matar o guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR) Marcelo Arruda, teve a prisão preventiva decretada, mesmo estando internado em estado grave no Hospital Municipal da cidade.

A informação foi repassada pelo promotor Tiago Lisboa, do Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, 11.
Confira a nota enviada pela Sesp sobre o comando das investigações:
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) informa que, no início da noite de domingo (10), foi formada uma força-tarefa para a condução das investigações do homicídio do guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda. A delegada Camila Cecconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), presidirá o inquérito policial e já está em Foz do Iguaçu desde a manhã desta segunda-feira (11).
Uma equipe de investigadores da DHPP vinda de Curitiba reforça os trabalhos para garantir celeridade na apuração dos fatos.
A SESP lembra que a Polícia Civil do Paraná conta com apoio da Polícia Científica para finalização das perícias necessárias para total elucidação do ocorrido.