
- Atualizado há 4 anos
Um dos crimes mais brutais no Brasil, há 30 anos, ganhou uma série documental, chamada “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”, disponível na HBO Max. De direção de Tatiana Issa e Guto Barra, que também assina o roteiro, a produção exibiu, além de depoimentos dolorosos como o da mãe da bailarina e atriz, Gloria Perez, fotos chocantes do corpo da jovem, morta pelo colega de novela Guilherme de Pádua e pela então esposa dele, Paula Thomaz, que estava grávida de quatro meses.

Logo após o início da exibição dos dois primeiros capítulos, os diretores esclarecem por que o documentário exibiu fotos do momento em que o corpo da atriz foi encontrado: além de ter sido um pedido de Gloria Perez, as imagens deixam claro a crueldade que fizeram com a atriz, uma vez que a tese de defesa dos assassinos era de que crime não havia sido premeditado.
Sem contar que as fotos se tornaram bastante públicas na época, sendo estampadas em diversos veículos da imprensa.
O documentário trouxe em detalhes de como o crime foi premeditado e o rancor que Guilherme de Pádua tinha de Gloria Perez pelo seu personagem perder relevância na novela. Além disso, ficou claro que Paula Thomaz sentia inveja e ciúme possessivo de Daniella Perez.
A atriz foi vítima de uma emboscada em um posto de gasolina próximo ao local onde aconteciam as gravações de “De Corpo e Alma”. Após abastecer seu carro, Daniella foi cercada pelo veículo em que estava Guilherme e Paula. O ator agrediu a atriz com um soco, a colocou desmaiada no veículo dele e junto com esposa a levaram para um matagal próximo ao estúdio onde era gravada a novela.
Guilherme de Pádua e Paula Thomaz foram julgados em 1997, cinco anos após a morte de Daniella Perez. Ambos foram condenados a 19 anos de prisão por homicídio qualificado, mas permaneceram na cadeia até 1999, quando ganharam liberdade condicional por bom comportamento. Atualmente Guilherme mora em Belo Horizonte (MH) onde é pastor, e Paula reside no Rio de Janeiro.