
- Atualizado há 2 anos
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A sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta segunda-feira (4), foi marcada por intensos debates, após decisão liminar da juíza Giani Maria Moreschi proibir a exibição de reportagens relacionadas aos processos que envolvem o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSD). e o ex-deputado Plauto Miró. O deputado Fábio Oliveira (PODE), por exemplo, solicitou esclarecimentos ao Ministério Público do Paraná (MPPR).
“Não temos acesso ao teor desse processo. Requeremos esclarecimentos ao Ministério Público, dando um prazo de 20 dias para que as informações sejam tornadas públicas. Este acordo está selado e, se viesse à tona antes do processo eleitoral, teríamos um resultado diferente. Precisamos saber o teor dessa investigação”, disse durante a sessão plenária na Alep.

A liminar impõe multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento à RPC TV, Rede Globo, Plural e G1, forçando a retirada temporária dos conteúdos relacionados ao processo que envolve Traiano e Miró. O presidente da Alep preferiu o silêncio, afirmando que o caso corre em segredo de Justiça. “Não vou falar sobre o assunto. No momento oportuno, falarei sobre o tema”, declarou no início dos trabalhos da sessão plenária.
Deputados da oposição também usaram a tribuna para criticar a decisão da Justiça. Renato Freitas (PT) considerou a liminar um “ato de censura de um processo de interesse da população”. Ele reiterou que não teme perder o mandato por ter chamado Traiano de corrupto e afirmou ter evidências disso, que estão no processo sob segredo de Justiça.
O deputado Requião Filho (PT) considerou a decisão uma “censura” e afirmou que o Paraná precisa saber o que está acontecendo. Ele descreveu a liminar como “frágil” e que será derrubada.