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Deputado do União Brasil diz que partido está um ‘lixo’ e xinga dirigentes de ‘pilantras’; assista

Pelo que tudo indica, as acusações de Miró são contra os Francischinis, que integram a sigla.
Pelo que tudo indica, as acusações de Miró são contra os Francischinis, que integram a sigla.

Geovane Barreiro

07/09/22
às
13:07

- Atualizado há 4 anos

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O deputado estadual Plauto Miró (União Brasil) usou a tribuna na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) para criticar a gestão do fundo eleitoral de seu próprio partido. Segundo ele, os recursos estão sendo usados de maneira indiscriminada para ‘interesse próprio de uma família que dirige e faz o que quer com a sigla partidária’.

Deputado estadual Plauto Miró (União Brasil). Foto: ALEP

“Esse novo partido está um lixo. Uma vergonha esses dirigentes que pousam de bonzinhos, de defensor do dinheiro público, posam como moralistas e estão fazendo isso com o fundo partidário desse partido. Eu não vou fazer uso de dinheiro, não vou ficar na mão desses pilantras que dirigem esse partido”, acusa o deputado Plauto Miró, que está em seu 8º mandato na Alep. (assista vídeo na íntegra abaixo).

Pelo que tudo indica, as acusações de Miró são contra os Francischinis, que integram a sigla. O presidente do União Brasil Paraná é o deputado federal e candidato à reeleição, Felipe Francischini. Ele é filho do inelegível Fernando Francischini, que teve seu mandato como deputado estadual cassado por propagar desinformação contra a urna eletrônica. Ainda, a família conta com a vereadora Flávia Francischini, esposa de Fernando, que também é filiada ao União Brasil, e candidata a uma vaga na Alep.

A declaração de Miró rendeu pouco menos de quatro minutos, na sessão da última segunda-feira (5). “Esse fundo partidário virou uma grande sacanagem no Brasil. Virou uma negociata que acontece entre os dirigentes e seus filiados. Nosso (partido) está um lixo, muito mal dirigido. Só interesse próprio. Dinheiro vai para um lugar, tem uma nota de um advogado, não sei por que tão grande, dizem que volta para seus dirigentes. Tem nota para contador, aí você é obrigado a pegar uma produtora e pagar. É por isso que vou deixar registrado que não vou fazer parte dessa ‘p’ três pontinhos que está acontecendo em nosso partido”, declarou.

Mudança

Miró iniciou na política filiado ao extinto Partido da Frente Liberal (PFL), depois seguiu para o Democratas (DEM). Em uma decisão recente, autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o DEM se funde com o Partido Social Liberal (PSL) para formar o União Brasil (UNIÃO).

“Acabei ficando, infelizmente, em um partido que é dirigido por uma família que bem faz o que quer com a sigla partidária. Não escutam ninguém. (…) Vejo outros partidos que dialogam com seus filiados, candidatos. Mas o nosso (partido) ficou um lixo, muito mal dirigido. Só interesse próprio. (…) Poderia ter ido para um partido decente, que fazem uma política direita, com diálogo. Mas agora tô aqui em um partido ‘passa 1 milhão pra aquele, mais 1 milhão para outro”, finaliza.

Valores

O fundo eleitoral destinado ao União Brasil (União), sigla resultante da fusão do Democratas (DEM) com o Partido Social Liberal (PSL), é de R$ 776,5 milhões.

Segundo o TSE, é o partido que tem direito ao maior volume de dinheiro proveniente do fundo eleitoral, o equivalente a 15,77% do total do fundo eleitoral.

Outro lado

O Portal Nosso Dia entrou em contato com a assessoria de comunicação do presidente do partido União Brasil Paraná, Felipe Francischini, sobre as acusações do deputado estadual Plauto Miró e ainda não obteve retorno.

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