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SEGURANÇA

Delegada diz que indícios não apontam para homicídio de jovem após festa na Pedreira

Família diz que estudante foi agredido e jogado no lago, mas polícia não encontrou ainda indícios para um homicídio
Família diz que estudante foi agredido e jogado no lago, mas polícia não encontrou ainda indícios para um homicídio

Luiz Henrique de Oliveira

15/08/22
às
12:39

- Atualizado há 4 anos

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A delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou em entrevista à imprensa que os indícios preliminares apontam que o jovem Phelipe Francisco Lourenço, de 24 anos, morreu por afogamento, e não por homicídio, após cair em um lago do complexo que reúne a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, em Curitiba. A organização do evento ‘Muvuca’, que aconteceu no sábado(13), garante que consultou as câmeras de segurança e fala em acidente. Já a família diz que ele foi agredido e jogado no lago.

Jovem foi resgatado dentro do lago da Pedreira (Foto: Arquivo Pessoal)

A delegada afirmou que o caso está sendo investigado e contou como está a apuração. “Foram liberadas as prévias das imagens que mostram a vítima andando de um lado para o outro e pulando um muro, onde acessa uma área restrita. Neste momento, sofre uma queda, onde possivelmente machuca o joelho. É possível ver ele andando, em alguns momentos correndo, sempre sozinho, para em seguida ser abordado por pessoas do evento e ser colocado do lado de foram, sem nenhuma agressão”, descreveu.

Em seguida, a delegada contou que pelas imagens é possível ver Phelipe indo até um local perto do lago da Pedreira, para novamente tentar acessar a parte restrita. “Ele retorna ao pátio interno, onde ele pode ter tentado pular e caído no lago. Salientamos que o laudo de necropsia não está pronto, mas temos informações na declaração de óbito e em uma conversa com o médico legista, que falou sobre lesões no joelho, condizentes com a queda no vídeo”, destacou Guzella.

A família, por sua vez afirma que o jovem, estudante de Engenharia Mecânica, foi agredido durante o evento, citando também hematomas no pescoço. Sobre isso, a delegada disseque é possível que as marcas sejam do atendimento para tentar salvar o jovem. “Existem lesões corporais em vida e pós-morte. O legista nos disse que há lesões do joelho e marcas corporais que podem ser do salvamento, porque foram três pessoas para retirá-lo do lago, além de manobras como respiração boca a boca. Essa é uma analise que o médico legista nos passou, ainda não é o laudo oficial de necropsia. Por enquanto, não há indícios para um homicídio”, salientou.

Manifestação

Durante a tarde de domingo, amigos e familiares realizaram um protesto em frente a Pedreira Paulo Leminski para cobrar explicações. Durante o ato, participantes mais exaltados chegaram a depredar a loja destinada para turistas no complexo.

No boletim de ocorrência, registrado na Polícia Civil, a família diz que o jovem foi agredido e jogado no lago. Para justificar a versão, cita hematomas na perna e no pescoço. O mesmo boletim, porém, aponta parada cardíaca como causa da morte.

Acidente

Diante da repercussão ocorrida nas redes sociais, o Muvuca se posicionou nas redes sociais. Segundo a organização, imagens de câmeras de monitoramento mostram que, após o encerramento do evento e a saída total do público, o jovem teria retornado ao complexo, pulando o muro lateral externo e se dirigindo a uma área de acesso restrito, que faz divisa da Pedreira com a Ópera de Arame, local onde ocorreu a queda.

“Nas imagens não foram encontrados sinais de confronto ou agressão contra o jovem”, afirma.

A nota descreve ainda que, no mesmo instante em que foi identificado o acidente, as equipes de socorristas prestaram os atendimentos emergenciais e deslocaram o jovem, ainda em vida, até o hospital mais próximo, por meio da ambulância presente no local. A versão contraria a posição da Prefeitura de Curitiba, que diz que ele já chegou morto à UPA.

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