
- Atualizado há 4 anos
A delegada Iane Cardoso, responsável pela investigação da morte do guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, de 50 anos, afirmou que antes de atirar o agente penal federal, José da Rocha Guaranho, disse ‘Aqui é Bolsonaro’. Além disso, tinha ido 20 minutos antes na festa com músicas a favor do presidente, de acordo com relatos de testemunhas.

Inicialmente, a Polícia Civil do Paraná afirmou que o agente foi morto pelo guarda, entretanto essa informação foi descartada. Guaranho foi sim baleado, mas está vivo, internado em um hospital com um quadro de saúde estável e já foi autuado em flagrante. “A esposa nos disse que o estado de saúde dele é estável no hospital”, explicou Iane.
Conforme a delegada, a festa de aniversário de 50 anos de Arruda acontecia normalmente quando o agente penal chegou em um carro com músicas a favor de Bolsonaro. “O tema da festa era Partido dos Trabalhadores (PT) e chegou um homem ouvindo uma música que remetia a Bolsonaro. O guarda municipal pediu para ele ir embora e o agente penal disse algumas palavras, quando o guarda municipal não gostou, pegando pedregulhos e arremessando no veículo. O rapaz disse que voltaria e de fato fez isso”, descreveu.

No momento em que voltou, conforme imagens de câmeras de segurança que podem ser conferidas no final da matéria, testemunhas relataram que ele gritou ‘Aqui é Bolsonaro’ e atirou. “Não sabemos o motivo dele ter ido à festa e porque ter ido até lá com uma música de Bolsonaro e ter gritado aqui ‘É Bolsonaro'”, salientou
Ainda segundo a delegada, informações dão conta que os dois envolvidos se conheciam e isso será investigado. “A informação que temos é que eles se conheciam, mas não tinha acontecido uma discussão anterior”, pontuou, confirmando que a linha de investigação é uma divergência política. “A priori essa é a linha de investigação, mas estamos investigando”, concluiu.
Assista ao vídeo que mostra o momento em que os tiros são disparados: