
- Atualizado há 4 anos
Vítimas do “Sheik dos Bitcoins”, Sasha Meneghel e o marido João Figueiredo se manifestaram por meio de seus advogados, horas depois da Operação Poyais da Polícia Federal. A defesa enviou uma nota à imprensa afirmando que espera que o caso seja tratado com rigor.

“É preciso diferenciar o que é cripto e o que é pirâmide, golpe. Investimento em criptomoedas é uma tendência mundial e o Brasil tem sido destaque, isso é inegável. Mas o que aconteceu no caso da Sasha e João Figueiredo foi má-fé, na qual ela é vítima e isso fica cada vez mais claro. A defesa entende que o processo terá repercussão do ponto de vista penal, civil e pedagógico, de modo a gerar um ambiente mais seguro. Quem estiver interessado em atrair vítimas em golpes a partir de pseudo investimentos em criptoativos saberá que a lei é rigorosa”, disseram os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que representam o casal.
Segundo as informações, Sasha e o marido tiveram um prejuízo de R$ 1,2 milhão e entraram com um processo na Justiça para pedir reparação por danos materiais e morais. A Polícia Federal confirmou que a filha da apresentadora Xuxa investiu na empresa e não recebeu os valores investidos. Além dela, há jogadores de futebol e outros famosos, que não terão os nomes divulgados.


Para a polícia, Sasha e o marido contaram ter conhecido o empresário alvo da Polícia Federal em uma igreja evangélica.

Com grande parte dos dinheiro dos clientes, a organização criminosa comprava imóveis de alto valor, carros de luxo, embarcações, reformas, roupas de grife, joias, viagens e diversos outros gastos.
Toda a operação mira o empresário Francisley Valdevino da Silva, investigado por crimes contra a economia popular e o sistema financeiro brasileiro, como estelionato e lavagem transnacional de dinheiro, além de ter movimentado ao menos R$ 4 bilhões.


Mesmo assim, entre os 20 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba, não cita nenhuma delas referente à prisão. Entretanto, houve a decretação judicial de sequestro de imóveis e bloqueio de valores.
Até agora, a Operação contabilizou a apreensão de R$ 166 mil, US$ 6,4 mil , MEX$ 840 (pesos mexicanos) e 17 imóveis. No total, a justiça permitiu o bloqueio de aproximadamente R$ 910 milhões.