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Embora o volume das chuvas tenha sido o grande causador do deslizamento de terra na BR-376, em Guaratuba, Litoral do Paraná, a concessionária Arteris Litoral Sul fazia obras de contenção no local. A Defesa Civil do Paraná afirmou que a empresa trabalhava para conter um risco que havia, principalmente, por ser área serrana. A declaração foi dada em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (29).

O coronel Fernando Raimundo, coordenador estadual da Defesa Civil disse que a tragédia está ligada às chuvas, mas que a concessionária agia no trecho. “Esse incidente é reflexo do excesso das chuvas e, obviamente, é uma área de maior vulnerabilidade técnica e necessitam de obras de contenção. Tanto que a concessionária estava trabalhando com isso, nesse local, prevendo e sabendo desse risco. É uma massa de terra, um volume muito grande sobre a rodovia. Inclusive, sob o risco de a rodovia ceder, o que agravaria ainda mais o problema. Por isso, a restrição do acesso até mesmo das equipes no local”, disse ele, em entrevista coletiva.
Além da concessionária, agentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Governo Federal, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão acompanhando as estratégias de atuação na BR-376.
Para que o andamento dos resgates e até mesmo uma futura liberação da rodovia aconteça é preciso contar com o fato climático. As fortes e constantes chuvas foram determinantes, segundo reforça a Defesa Civil. “É um cenário bem característico para uma região de serra. Essa tragédia é resultado do volume imprevisível do volume de chuva desse ano. Todos nós estamos percebendo que o volume está sendo além do que se espera e as características da serra propiciou que essa situação acontecesse. Vamos fazer estudos para se preparar para ocasiões futuras, mas esse ano foi uma situação atípica, um resultado de um clima adverso”, finaliza o coordenador de Defesa Civil.

Um deslizamento de terra, no início da noite desta segunda-feira (28), encobriu as duas pistas da BR-376, no quilômetro 669, perto da Curva da Santa. Há carretas, caminhões e carros soterrados, que aguardam as equipes de resgate atuarem no local. Já há uma vítima fatal confirmada, mas diversos corpos estão à mostra, segundo informações oficiais do Governo do Paraná.
No entanto, a continuidade do trabalho das equipes de resgate depende do tempo firme e da segurança no trecho.
O Portal Nosso Dia entrou em contato com a concessionária Arteris Litoral Sul e aguarda resposta.