
- Atualizado há 4 anos
O Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos (NUCIDH) e Núcleo da Política Criminal e da Execução Penal (NUPEP) da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) emitiram uma nota, na tarde desta sexta-feira (2), afirmando que acompanham com ‘preocupação’, o que chamam de uma’ incursão operacional’ da Polícia Militar (PM) que deixou um jovem de 19 anos morto. O caso aconteceu no bairro Parolin, em Curitiba.

A PM, por sua vez, por meio do oficial de plantão, afirmou à imprensa que o jovem sacou uma arma para efetuar disparos contra a equipe policial, que revidou e disparou contra ele. Moradores da região se revoltaram com o caso e negaram que houve um confronto. A situação que aconteceu no final da Rua Lamenha Lins, e protestaram arremessando pedras contra a equipe policial, deixando um militar ferido.
Conforme abaixo a íntegra da nota enviada pela Defensoria Pública à imprensa:
O Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos (NUCIDH) e Núcleo da Política Criminal e da Execução Penal (NUPEP) da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) acompanham com preocupação a atuação da Polícia Militar do Paraná em uma incursão operacional dentro do bairro Parolin. Uma pessoa morreu baleada no local. A equipe do NUCIDH esteve no bairro acompanhando os desdobramentos da ação policial e ouvindo os moradores para entender como tudo aconteceu.
Já o NUPEP ressalta, mais uma vez, que entende que todo caso de morte causada por intervenção de policiais militares deve, conforme a legislação em vigor, ser conduzida pela Polícia Civil ou diretamente pelo Ministério Público. Casos como o ocorrido nesta sexta-feira só reforçam a importância da implementação de medidas como o uso obrigatório de câmeras corporais e nas viaturas dos agentes de segurança.