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Decreto amplia a área do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, em Antonina e Morretes

O Decreto Estadual nº 12.402/2026 estabelece que um terreno conservado de 708,4 hectares pertencente ao Estado e vizinho á Unidade de Conservação (UC) será incorporado ao local para a aprimorar a preservação ambiental na região
Ampliação do Parque Roberto Ribas Lange Foto: IAT
O Decreto Estadual nº 12.402/2026 estabelece que um terreno conservado de 708,4 hectares pertencente ao Estado e vizinho á Unidade de Conservação (UC) será incorporado ao local para a aprimorar a preservação ambiental na região

Redação com AEN

20/01/26
às
14:51

- Atualizado há 10 segundos

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O Governo do Estado autorizou por decreto a ampliação do Parque Estadual Roberto Ribas Lange, localizado nos municípios de Antonina e Morretes, no litoral paranaense. O Decreto Estadual nº 12.402/2026 estabelece que um terreno conservado de 708,4 hectares pertencente ao Estado e vizinho á Unidade de Conservação (UC) será incorporado ao local para a aprimorar a preservação ambiental na região. 

Agora, o espaço, que já possuía 2.698,68 hectares de território, passa a ter uma nova área de 3.407,09 hectares, o que corresponde a mais de 4.700 campos de futebol de áreas verdes. A gestão do espaço é feita pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

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    “Com essa ampliação, temos um incremento importante das áreas protegidas na Serra do Mar. É um contínuo com outras Unidades de Conservação da região, e que possui aspectos físicos muito importantes, de proteção de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção e com grande potencial turístico”, explica a gerente de biodiversidade do IAT, Patrícia Accioly Calderari da Rosa.

    Criado em 1994 para proteger um fragmento de Mata Atlântica localizado na Serra do Mar, o Parque Estadual Roberto Ribas Lange proporciona uma série de benefícios para a região litorânea. A conservação da área contribui para a preservação dos solos, suscetíveis à erosão devido à declividade da Serra do Mar e aos altos volumes de chuva. 

      O espaço também protege um importante fragmento de Floresta Ombrófila Densa Submontana, abrigando espécies da flora, como o cedro-rosa, o palmito e a canela-preta, e da fauna, com ocorrência provável de 28 espécies de peixes, 55 espécies de anfíbios, 35 espécies de répteis, 448 espécies de aves e 90 espécies de mamíferos.

      Além disso, apesar de não possuir tantos atrativos conhecidos pelos visitantes como outras UCs vizinhas, como o Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul e Antonina, o parque traz melhorias para o turismo na região. A conservação florestal e dos recursos hídricos garantida pela Unidade beneficia principalmente a comunidade do Rio do Nunes, em Antonina, permitindo que turistas se banhem no rio e participem de atividades de ecoturismo, como canoagem na região do Vale do Gigante.

      “A ampliação desse Parque é um importante reforço para a proteção e defesa da Serra do Mar paranaense. Além de exercerem um papel fundamental na proteção desses ecossistemas, as Unidades de Conservação atuam como uma salvaguarda contra loteamentos clandestinos e o desmatamento na Mata Atlântica”, diz o chefe do Parque Estadual Roberto Ribas Lange no IAT, Gabriel Camargo Macedo.

      ÁREA VERDE – O Paraná possui atualmente 74 Unidades de Conservação geridas pelo IAT. Esse montante compreende mais de 26,5 mil km² de áreas protegidas por legislação, formadas por distintos ecossistemas naturais distribuídos no estado, como campos naturais, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Ombrófila Densa, que compreende o PE Roberto Ribas Lange.

      Essas áreas de proteção são divididas em UCs estaduais de Uso Sustentável, com 10.470,74 km²; UCs estaduais de Proteção Integral (756,44 km²); Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur), 152,25 km²; e Áreas Especiais e Interesse Turístico (AEIT), com 670,35 km², todas com administração do Governo do Estado.

      O cenário se completa com as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as chamadas RPPNs, que somam atualmente 553,83 km²; terras indígenas, com 846,87 km²; e Unidades Federais, de 8.840,39 km², sendo o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, a área mais representativa; e Unidades Municipais (3.959,55 km²), como o Parque Barigui, em Curitiba.

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