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Após redução de 90% nos casos em 2025, Curitiba terá novo soldado contra a dengue para 2026

Em 2024, Curitiba registrou cerca de 17,5 mil casos de dengue. Já em 2025, esse número caiu para pouco mais de 1,5 mil, representando uma redução superior a 90%
(Foto: PMP)
Em 2024, Curitiba registrou cerca de 17,5 mil casos de dengue. Já em 2025, esse número caiu para pouco mais de 1,5 mil, representando uma redução superior a 90%

Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

12/01/26
às
11:24

- Atualizado há 10 segundos

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Curitiba vai reforçar o combate à dengue em 2026 com a introdução de um novo “soldado” no enfrentamento ao vírus: o mosquito Wolbito, tecnologia baseada na bactéria Wolbachia, que impede a transmissão da dengue ao bloquear o desenvolvimento do vírus dentro do inseto. A iniciativa será implantada inicialmente nas regiões com maior índice de contaminação e integra uma série de ações coordenadas pela prefeitura.

O anúncio foi feito pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, durante reunião intersetorial realizada nesta segunda-feira (12), no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde. O encontro reuniu as secretarias da Saúde, Meio Ambiente, Urbanismo e Comunicação Social para alinhar as estratégias de enfrentamento à doença.

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Segundo o prefeito, a adoção do Wolbito é mais um passo após os resultados expressivos alcançados no último ano. Em 2024, Curitiba registrou cerca de 17,5 mil casos de dengue. Já em 2025, esse número caiu para pouco mais de 1,5 mil, representando uma redução superior a 90%. De acordo com Eduardo Pimentel, o resultado foi possível graças ao trabalho conjunto entre as secretarias municipais e à conscientização da população. Ele reforçou que a cidade só continuará vencendo essa batalha com ações integradas e participação dos moradores.

“O projeto do Wolbito será desenvolvido em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBPM). O mosquito recebe a bactéria Wolbachia, que, ao entrar em contato e se reproduzir com o mosquito nativo, gera uma nova população incapaz de transmitir a dengue. A estratégia já é utilizada em outras cidades do Brasil e do mundo e passa a integrar o plano de ação de Curitiba para 2026”, disse o prefeito.

Prefeito Eduardo Pimentel em entrevista sobre a dengue nesta segunda-feira (12) (Foto: Nosso Dia)

As primeiras áreas a receberem o reforço do Wolbito serão os bairros Tatuquara, CIC e Boqueirão, que atualmente apresentam os maiores índices de contaminação na capital. “A prefeitura também seguirá utilizando drones para o monitoramento de focos do mosquito e ampliará a vacinação contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos”, afirmou o Pimentel.

Paralelamente à nova tecnologia, o município mantém as ações tradicionais de combate. A partir de quinta-feira, às 10h, terá início no bairro Sítio Cercado o primeiro mutirão contra a dengue de 2026, com equipes da limpeza pública, agentes de endemias e orientação direta à população. “O trabalho inclui fiscalizações permanentes e atenção especial a terrenos particulares. Em casos de descumprimento após notificação, a prefeitura poderá realizar a limpeza e cobrar os custos do proprietário”, pontuou o prefeito.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, destacou que o Wolbito é um aliado importante, mas não substitui os cuidados básicos. Segundo ela, o verão é o período mais crítico para a proliferação do mosquito, e a principal prevenção continua sendo eliminar água parada e manter quintais e terrenos bem cuidados. “O mosquito está, muitas vezes, dentro das próprias casas, o que torna fundamental o engajamento da população, aliado ao trabalho contínuo dos agentes de endemias e comunitários”, destacou.

Há exatamente um ano, em janeiro de 2025, Curitiba iniciou uma mobilização ampla contra a dengue, envolvendo todas as secretarias municipais e a sociedade. O esforço permitiu que a capital alcançasse uma redução de casos superior à média nacional, que foi de 75% no mesmo período. Mesmo com o cenário atual favorável, a prefeitura reforça que a vigilância precisa ser permanente para evitar a proliferação do Aedes aegypti e consolidar o Wolbito como mais um aliado na proteção da cidade.

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