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POLÍTICA

Cristina Graeml diz que foi abandonada por Moro e critica ‘caráter’ do senador

As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (9)
(Foto: Reprodução)
As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (9)

Luiz Henrique de Oliveira

09/04/26
às
8:51

- Atualizado há 2 segundos

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A pré-candidata ao Senado pelo PSD, Cristina Graeml, afirmou que foi “abandonada” pelo senador Sergio Moro e fez críticas ao que chamou de problema “com relação a caráter” do ex-juiz. As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (9). (Assista ao vídeo mais abaixo)

Segundo Graeml, sua saída do União Brasil ocorreu após ficar isolada dentro da sigla, para a qual teria sido levada pelo próprio Moro, então presidente estadual. “Eu não traí ninguém, simplesmente fui buscar refúgio depois que fui abandonada sozinha no União Brasil, para onde tinha sido levada pelo então presidente, Sérgio Moro”, disse ela sobre a filiação ao PSD.

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A jornalista afirmou que houve uma ruptura inesperada no grupo político, com a saída de Moro ao PL para disputar o Governo do Paraná. “Ele deixou o partido sem presidência e levou todo o partido, sem me levar junto. Abandonada eu fui, porque não me incluíram na negociação”, declarou.

Graeml relatou que chegou a atuar nos bastidores para fortalecer Moro junto à direita. “Houve aperto de mão, olho no olho, seis meses de trabalho conjunto. Em janeiro houve pressão para assinatura da CPI do Banco Master, não tinha assinatura do Moro, e eu vinha sendo cobrada. Falei para o senador que seria uma sinalização importante para a direita e, no dia seguinte, tinha a assinatura dele”, afirmou.

Assista ao vídeo:

Ela também destacou que a decisão de migrar de partido foi motivada pela necessidade de viabilidade eleitoral e que segue sendo uma candidata que representa à direita, apesar de estar em uma sigla de centro-direita. “É uma questão de viabilidade eleitoral, já que outras legendas alinhadas à minha ideologia me fecharam as portas. Foi a única opção para me manter no jogo”, disse.

A pré-candidata ao Senado afirmou ainda que enfrentou resistência em outras siglas antes de ir para o União Brasil. “Pós-eleição municipal, mudei para o Podemos com apoio nacional, mas fui rejeitada dentro da estrutura. Na época, me viam como oposição. Não tinha como viajar com recursos próprios, mesmo assim seguia trabalhando no jornalismo e visitando as cidades quando possível”, relatou.

Ao comentar uma possível vitória de Moro ao Governo do Paraná, Graeml evitou avaliar a capacidade técnica do senador, mas fez críticas diretas à postura política dele. “Não posso falar de viabilidade técnica. Agora, tenho um posicionamento com relação a caráter, como você lida com aliados, como você trata os acordos que foram acertados. Temo que tenha alguém que governe o estado e que não tenha palavra”, disse.

Sobre sua ida ao PSD, Graeml afirmou que foi recebida com respeito pelo grupo político ligado ao governador Ratinho Junior. “O grupo do governador se aproximou de mim de forma bastante respeitosa. Foi a única legenda que me ofereceu uma vaga ao Senado, depois de conversar com muitos partidos”, afirmou.

Ela também comentou o cenário político e criticou movimentos dentro da direita. “É trágico ver figuras da direita tentando eleger nomes da esquerda. Eu não faço campanha para espectro político diferente. Não descumpri acordo, fui abandonada”, disse.

Por fim, a pré-candidata reforçou que vem construindo sua candidatura de forma independente. “Todo mundo me pediu Senado e eu construí a minha candidatura viajando pelo estado, sem um centavo de dinheiro público. É preciso ir aonde as pessoas estão”, afirmou.

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