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Cozinheiro suspeito de dopar e estuprar colegas de trabalho é preso dentro de shopping

O suspeito, que não teve a identidade divulgada, trabalhava como cozinheiro em um dos restaurantes do centro comercial
Foto: Divulgação
O suspeito, que não teve a identidade divulgada, trabalhava como cozinheiro em um dos restaurantes do centro comercial

Por Caio Possati - Estadão Conteúdo

07/03/26
às
9:14

- Atualizado há 3 horas

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Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

Policiais da 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) prenderam na quinta-feira, 5, dentro do Shopping Anália Franco, na zona leste de São Paulo, um homem foragido da Justiça por estupro de vulnerável contra duas mulheres.

O suspeito, que não teve a identidade divulgada, trabalhava como cozinheiro em um dos restaurantes do centro comercial. Ele é investigado por estuprar duas colegas de trabalho em sua residência. Os casos aconteceram no ano passado e uma das vítimas era adolescente na época do crime. A defesa dele não foi localizada.

Em nota, a administração do Shopping Anália Franco afirmou que não compactua com qualquer tipo de violência, solidarizou-se com as vítimas e ressaltou que está colaborando com as autoridades. A reportagem buscou contato com o restaurante onde o suspeito trabalhava, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. Este espaço segue aberto.

De acordo com as investigações, o homem atraía as vítimas para tomar um drink depois do trabalho. No encontro, ele as dopava misturando substâncias em bebidas alcoólicas. Depois, levava as vítimas para sua casa, onde, aproveitando-se da vulnerabilidade e inconsciência das mulheres, cometia os abusos.

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Em entrevista ao SP1, da TV Globo, a delegada Jaqueline Zajac, da 5ª DDM, afirmou que o primeiro caso a chegar ao conhecimento da polícia foi o da adolescente de 17 anos. Segundo a delegada, a jovem teria acordado na casa do suspeito sem roupas, com dores pelo corpo e ainda sob efeito de substâncias.

“A mãe dela nos procurou narrando que a filha de 17 anos tinha sofrido violência sexual. Colhemos exames toxicológicos, sexológicos e de corpo de delito para corroborar o relato da vítima”, disse a delegada. “No decorrer do inquérito, apareceu outra vítima que, ao saber do registro, teve coragem de nos procurar”, acrescentou.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o homem sendo conduzido pelos policiais ainda com o uniforme de trabalho. A prisão ocorreu durante a operação “Mulher Segura 2026”, realizada em diversas regiões do Estado.

Estupro de vulnerável

Previsto no Artigo 217A do Código Penal (criado por meio da Lei nº 12.015, de 2009), o crime é definido pelo ato de ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com uma pessoa menor de 14 anos.

A conjunção carnal é entendida pela penetração completa ou parcial do pênis na vagina, enquanto o ato libidinoso é considerado o gesto que uma pessoa pratica com o objetivo de satisfazer-se sexualmente – mas sem a penetração.

A pena para quem comete o estupro de vulnerável é de 8 a 15 anos de reclusão, mas pode aumentar no caso de a vítima apresentar lesões graves (a pena sobe de 10 a 20 anos) ou morrer (12 a 30 anos).

Ainda conforme o Código Penal, incorrem na mesma pena aqueles que praticarem o estupro de vulnerável contra alguém incapaz de oferecer resistência ou de se defender (caso de alguém sob efeito de álcool, por exemplo), e também contra as vítimas que, por alguma razão – como enfermidades ou deficiência intelectual – não possuem discernimento sobre a prática do ato.

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