
- Atualizado há 4 anos
Três nomes fortes da política do Estado do Paraná estão nas ruas fortalecendo a pré-candidatura para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa. A ex-secretária da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak (PSD), assim como a ex-prefeita Marli Paulino (Solidariedade-PR) renunciaram aos seus cargos para cumprir a legislação eleitoral. Já Beti Pavin (MDB), ex-prefeita de Colombo, da gestão passada, aguarda para um possível retorno à vida pública.
Atualmente, a representatividade feminina na Assembleia Legislativa é de pouco menos de 10%. Dos 54 deputados estaduais, apenas cinco são mulheres. Embora a participação delas tem crescido na política, ainda é preciso grandes incentivos para que as mulheres consigam votações expressivas a cada ano eleitoral.
Para conseguir melhorar esse índice, o nome de Huçulak ganhou força durante a pandemia da Covid-19, quando se tornou porta-voz das mais variadas decisões que Curitiba tomou ao longo das medidas de restrição e isolamento.

Pela primeira vez em uma disputa eleitoral como protagonista, a ex-secretária afirma que ‘um chamado de ir para uma nova frente’ determinou sua saída da Secretaria de Saúde. “Depois de 35 anos de dedicação ao serviço público, cheguei numa encruzilhada. Poderia me aposentar, permanecer na condução da Secretaria Municipal de Saúde, ou atender ao chamado de ir para uma nova frente tão relevante para o futuro do nosso estado e do nosso país”, escreveu, em um comunicado oficial.
Pelo que tudo indica, Huçulak tem outro aliado da saúde para uma dobradinha: Beto Preto também deixou o cargo de secretário da Saúde do Estado para concorrer a deputado federal – ambos pelo PSD, partido do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Já a popularidade de Marli Paulino, ex-prefeita de Pinhais, foi o que falou alto na decisão de enfrentar uma nova eleição, em menos de 2 anos. “Mais uma vez, ouço da população que Pinhais precisa de uma representante na Assembleia Legislativa. Estou pronta para dar mais este passo, pra ajudar ainda mais nossa cidade”, esclareceu, via comunicado.
Além da boa entrada entre os pinhaenses, Marli também conta com a vizinha Piraquara, que – pela proximidade – acompanha mais as ações de Pinhais em seus limites demográficos. Marli também vem com tudo em uma dobrada que pode fortalecer ainda mais a política na região metropolitana. Junto ao já deputado federal Luizão Goulart (Solidariedade-PR), que assumiu a Presidência do Partido há poucos meses. A ex-prefeita deixou o PSD para ingressar no novo partido de Luizão.
Com a bagagem de quatro mandatos à frente de Colombo, a ex-prefeita Beti Pavin, agora MDB, também deve disputar uma vaga para deputada estadual.

Beti, ao contrário de Marli, não precisou renunciar. Ela vinha de dois mandatos seguidos em Colombo e, desde 2020, discute estratégias com o grupo político para se reposicionar. A decisão pela pré-candidatura à deputada estadual se respalda na intenção de aumentar a representatividade de Colombo nas decisões estaduais.
Lembrando que Beti Pavin já sentiu o gosto da cadeira legislativa entre 2006 e 2010, quando já assumiu o posto de deputada estadual.