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Conheça as espécies mais comuns e o perfil da árvore viária curitibana

Os dados são apresentados pelo diagnóstico do Plano Municipal de Arborização Urbana de Curitiba (PMAU), que identificou as espécies mais comuns no município e também encontrou resultados para cada regional
A extremosa é a espécie mais presente na arborização de Curitiba. Curitiba, 05/02/2026. Foto: Valquir Aureliano/SECOM
Os dados são apresentados pelo diagnóstico do Plano Municipal de Arborização Urbana de Curitiba (PMAU), que identificou as espécies mais comuns no município e também encontrou resultados para cada regional

Redação*

06/02/26
às
16:55

- Atualizado há 38 segundos

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Curitiba possui mais de 318 mil árvores em vias públicas, sendo a maioria de porte médio, em bom estado fitossanitário, ou seja, bem de saúde, e plantada pela Prefeitura. Os dados são apresentados pelo diagnóstico do Plano Municipal de Arborização Urbana de Curitiba (PMAU), que identificou as espécies mais comuns no município e também encontrou resultados para cada regional.

A arborização viária é composta por uma população adulta que vem se renovando por meio de novos plantios, e o PMAU indica as particularidades, como necessidades de manutenção e de plantio, permitindo o planejamento para os próximos anos. Também, definiu ações de educação ambiental para tornar a população uma aliada do serviço público de manutenção da arborização.

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“A arborização viária deixou de ser vista como uma questão apenas de paisagismo, mas de infraestrutura verde, como solução baseada na natureza para mitigar os impactos das mudanças climáticas na cidade, como as chuvas fortes e o calor extremo que têm acontecido cada vez com mais frequência”, explicou a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias.

A exótica mais comum

A espécie mais comum em Curitiba atualmente é a extremosa, que, mesmo não sendo nativa, tem características apropriadas para o plantio em áreas viárias. Ainda assim, a proporção de espécies nativas vem crescendo, em comparação com as exóticas.

De acordo com a frequência das espécies analisadas em Curitiba, 53,62% são exóticas e 46,38% nativas, uma mudança significativa nas últimas décadas Um levantamento aponta que em 1970, 90,3% das árvores eram exóticas e 9,6% nativas.

A nativa mais comum

Esse avanço está relacionado à priorização adotada pela Divisão de Produção e Plantio de Mudas, do Departamento de Arborização e Produção Vegetal da Prefeitura, nos novos plantios. As espécies mais plantadas são ipê-amarelo miúdo, ipê-roxo e dedaleiro. 

“O que tem contribuído para um aumento de espécies regionais enriquecendo nossas vias e colaborando para o resgate da biodiversidade local”, reforçou a engenheira florestal Andréa Dalcul Toller, uma das responsáveis pelo plano.

Espécies exóticas são aquelas presentes fora de sua área de distribuição natural e podem ser consideradas invasoras quando avançam sobre plantas locais e ameaçam algum habitat, prejudicando a biodiversidade e a economia. Por isso, espécies exóticas não devem ser plantadas sem a consulta com a SMMA pelo 156.

Outros critérios também são considerados para a escolha das espécies destinadas aos novos plantios, como o Mapa de Zoneamento da cidade e as características individuais de cada local, como largura do calçamento e o trânsito de pessoas e veículos.

O Plano de Arborização Urbana da Prefeitura de Curitiba está em fase de audiência pública, e sua versão atual, ainda em aprovação, pode ser acessada clicando aqui.

Audiências

As audiências públicas estão sendo realizadas nas regionais, com sessões já realizadas nas Ruas da Cidadania Matriz (3/2) e CIC (5/2). A próxima será em Santa Felicidade, na quinta (10/2), às 15h,

As audiências são uma fase importante do plano, que passou por um processo criterioso de elaboração com o diagnóstico da arborização urbana, a análise do histórico e da realidade geográfica e socioeconômica do município.

A engenheira florestal Ana Marise Auer, que participou da primeira audiência, na Matriz, contou que considera a participação da sociedade uma parte imprescindível da construção do documento. 

“A arborização urbana precisa ser rotativa e contemplar a ideia de futuro, como nesse plano, feito por técnicos de mão cheia. E a participação da sociedade, mesmo que com olhar leigo, também é fundamental”, disse a engenheira, que tem experiência em Gestão e Conservação de Recursos Naturais com ênfase em Planejamento Ambiental.

A partir da aprovação do plano, ele se tornará legislação municipal e guiará as ações de plantio e manutenção de árvores nas áreas públicas de Curitiba.

*Com informações da Prefeitura de Curitiba

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