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Como assim? Pesquisa da UFPR identifica cocaína, cafeína e remédios no sangue de tubarões

Professora do Programa de Pós-Graduação em Zoologia da UFPR investiga contaminantes na costa das Bahamas, apontando impactos ambientais e implicações na saúde pública
(Foto: UFPR)
Professora do Programa de Pós-Graduação em Zoologia da UFPR investiga contaminantes na costa das Bahamas, apontando impactos ambientais e implicações na saúde pública

Redação com UFPR

05/05/26
às
10:01

- Atualizado há 17 segundos

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Grande vilão na cultura pop, o tubarão é um dos animais mais ameaçados pela ação humana. E a contaminação dos oceanos afeta da fisiologia à reprodução de diversas espécies, além de impactar ecossistemas inteiros, já que o animal ocupa o nível mais alto da cadeia alimentar. Um artigo recém-publicado no periódico Environmental Pollution documentou, pela primeira vez, a presença de contaminantes de preocupação emergente no soro sanguíneo de tubarões das Bahamas.

A pesquisa foi coordenada por Natascha Wosnick, professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Zoologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná), que integra o Cape Eleuthera Institute, centro de estudos ambientais localizado na ilha de Eleuthera, nas Bahamas.

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Cientistas identificaram resíduos de cocaína, cafeína e analgésicos, como paracetamol e diclofenaco, no organismo de três espécies que habitam regiões costeiras: o tubarão-caribenho-de-recife (Carcharhinus perezi), o tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) e o tubarão-limão (Negaprion brevirostris).

Wosnick e sua equipe coletaram e analisaram o soro sanguíneo de 85 tubarões de cinco espécies de habitats. As drogas foram identificadas por meio da técnica de LC–MS/MS (Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de Massas em série). Primeiro, ela separa as substâncias da amostra e depois identifica cada uma pelo peso e padrão, possibilitando o reconhecimento de compostos mesmo em quantidades pequenas.

As substâncias coletadas nas Bahamas foram analisadas no Brasil, em colaboração com a professora Rachel Ann Hauser-Davis, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Diante do risco para espécies ameaçadas, o estudo adotou métodos não letais e minimamente invasivos, como análises estatísticas para relacionar níveis de contaminantes a marcadores fisiológicos, em vez de experimentos tradicionais de exposição.

Leia o conteúdo completo no site da Ciência UFPR

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