
- Atualizado há 4 horas
O Programa TEA COMESP, lançado nesta sexta-feira (20), nasce com a expectativa de se tornar referência nacional no atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo a prefeita de Rio Branco do Sul e presidente do Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (COMESP), a prefeita de Rio Branco do Sul, Karime Fayad.
A iniciativa organiza e amplia o atendimento na rede pública de saúde, criando um protocolo regional com fluxos definidos para diagnóstico, encaminhamento e acompanhamento dos pacientes. A proposta integra municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e do Litoral, com potencial para beneficiar mais de 5 mil crianças em mais de 30 cidades
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De acordo com Karime, o programa representa um avanço na construção de uma política pública estruturada para o autismo. “Hoje nós não temos uma política pública desenhada no Estado, eu não sei no Brasil, mas o nosso Estado ainda não temos, para que a gente atenda essas famílias. A gente não pode falar só da criança, mas sim das famílias, porque atinge toda a família”, afirmou.
O projeto foi viabilizado com recursos próprios do consórcio, após decisão conjunta dos prefeitos da região. “A gente sonhou com esse momento junto aos prefeitos. Nós deliberamos investir um milhão e meio de superávit nesse programa. Esse dinheiro pagou oito meses de uma política pública que vai atender 27 municípios da metropolitana”, explicou.
Entre os principais diferenciais está o uso de tecnologia para ampliar o acesso a especialistas e agilizar diagnósticos, especialmente diante da escassez de neuropediatras. “Veja, a maior dificuldade hoje é achar neuropediatra. A teleconsulta traz essa possibilidade de abrangência de maneira mais rápida e mais barata. Já capacitamos médicos das unidades e teremos uma neuropediatra fazendo a avaliação por telemedicina”, destacou.
O fluxo de atendimento começa nas unidades de saúde dos municípios, com apoio de informações da área da educação sobre o comportamento e o aprendizado das crianças. Os dados serão integrados em uma plataforma desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), garantindo maior precisão no diagnóstico.
Após a confirmação do laudo, os pacientes passam a receber acompanhamento com equipe multiprofissional. “Depois de laudada essa criança, ela vai receber o tratamento adequado com a equipe multidisciplinar. É um avanço importante”, disse.

Para a presidente do COMESP, o programa marca um novo momento na atuação do consórcio, com foco em resultados e maior integração entre os municípios. “Com o consórcio, você consegue atender de maneira mais justa. Municípios maiores ajudam os menores, que têm mais dificuldade de acesso a profissionais e terapias”, afirmou.
Ela reforçou que a proposta busca reduzir filas, antecipar o início das terapias e dar resposta às famílias da região. “A gente espera ser exemplo para o Paraná e para o Brasil. Política boa tem que dar resultado, e é isso que a população espera da gente”, concluiu.
O lançamento do programa reubiu gestores públicos, profissionais das áreas de saúde e educação e representantes da sociedade civil.