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Colégio suspende alunos após mensagens misóginas e citação a Epstein em grupo de WhatsApp

Os meninos estudam no 9º ano do colégio e têm entre 14 e 15 anos
Os meninos estudam no 9º ano do colégio e têm entre 14 e 15 anos

Estadão Conteúdo

18/03/26
às
11:36

- Atualizado há 14 segundos

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O Colégio São Domingos, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, suspendeu três alunos depois que eles criaram uma lista de “meninas estupráveis” em um grupo de WhatsApp. Outros dois meninos também foram suspensos por enviar figurinhas do financista americano Jeffrey Epstein, acusado de liderar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores de idade.

Os meninos estudam no 9º ano do colégio e têm entre 14 e 15 anos. A existência da lista foi descoberta pelas meninas na semana passada. Revoltadas, elas passaram a questionar os colegas no grupo geral da turma e comunicaram a coordenação.

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Em comunicado aos pais ao qual o Estadão teve acesso, a direção diz que a troca de mensagens está em “total desacordo com os princípios e valores desta instituição de ensino”. Em nota enviada à reportagem, a direção diz ter criado um grupo de trabalho no dia 11 de março para apurar e acompanhar os desdobramentos da ocorrência. “Estamos mobilizados em enfrentar essa situação com a sensibilidade, a responsabilidade e o sigilo que competem a uma instituição de educação”, diz.

Pais de alunos da escola contaram à reportagem que as mensagens de caráter misógino causaram comoção e revolta. A coordenação passou nas salas do 9º ano e do ensino médio para discutir o ocorrido e falar das medidas que estavam sendo tomadas.

Um grupo de meninos e meninas do 2º ano do ensino médio organizou um protesto na sexta-feira, 13, em que todos se vestiram de roxo – cor que simboliza a luta feminina por justiça e igualdade de direitos.

De acordo com a direção do São Domingos, foram tomadas as seguintes medidas educacionais:

  • escuta e acolhimento das estudantes;
  • conversa com os estudantes autores das postagens;
  • conversas reservadas com os familiares dos estudantes envolvidos nas publicações;
  • suspensão temporária dos envolvidos de todas as atividades curriculares e extracurriculares;
  • conversas com as turmas, com amplo comprometimento dos educadores na discussão do tema em sala de aula.

Em outro comunicado às famílias de toda a escola, divulgado nesta terça-feira, 17, a direção contou que se reuniu com os pais do 9º ano para discutir o episódio e que eles pretendem criar um grupo conjunto para “o enfrentamento das mídias digitais nocivas e da banalização da violência, especialmente a que atinge as mulheres”.

“A comunidade escolar assumiu a pauta como um sintoma das ameaças que colocam em risco nossa ética, nosso modo de vida e se colocou frente aos dilemas, junto com os educadores”, disse a nota da direção. “Agradecemos a parceria das famílias que se uniram a nós num movimento de renovada esperança e busca por dias melhores.”

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