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Após questionamentos levantados pelo vereador Professor Gilmar, a Clínica Cadmo, localizada em Piraquara, divulgou posicionamento oficial para esclarecer a internação de pessoas em situação de rua e pacientes com transtornos mentais oriundos de outros estados, especialmente de Santa Catarina. Segundo a empresa, são 11 pacientes no momento e, em contrato, está previsto o retorno deles para Santa Catarina após receberem alta.
O debate ganhou repercussão depois que o vereador Professor Gilmar manifestou preocupação com contratos firmados por prefeituras catarinenses para encaminhamento de pacientes à unidade instalada na Região Metropolitana de Curitiba. A distância entre as cidades, de mais de 300 km, chamou a atenção. Segundo o parlamentar, havia receio de que, após o tratamento, essas pessoas permanecessem em Piraquara, sem estrutura adequada ou retorno às cidades de origem.
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O vereador citou um contrato firmado pela Prefeitura de Florianópolis, por meio do Fundo Municipal de Saúde, com valor aproximado de R$ 2,7 milhões, além de um acordo semelhante envolvendo o município de Joinville. Ele também mencionou relatos de buscas por pacientes e informações sobre visitas de inspeção à clínica, o que reforçou o pedido de esclarecimentos públicos.
Em nota, a Clínica Cadmo afirmou que mantém contrato vigente com a Prefeitura de Florianópolis, resultado de licitação concluída em setembro de 2025, para a oferta de leitos destinados ao tratamento psiquiátrico e de dependência química. Atualmente, segundo a empresa, a unidade atende 11 pacientes encaminhados pelo município catarinense.
“A CADMO, unidade da ViV Saúde Mental e Emocional em Piraquara (PR), esclarece que mantém contrato vigente com a Prefeitura de Florianópolis (SC), decorrente de licitação concluída em setembro de 2025, para oferta de leitos destinados ao tratamento psiquiátrico e de dependência química. Atualmente, a unidade atende 11 pacientes encaminhados pelo município”, diz o comunicado.
A empresa reforçou ainda que sua atuação é exclusivamente assistencial e que todos os pacientes seguem os mesmos protocolos terapêuticos adotados na clínica, independentemente da cidade de origem. De acordo com a nota, não há qualquer previsão de permanência dessas pessoas em Piraquara após a alta médica.
“O retorno ao município de origem após a alta é integralmente coordenado pela Prefeitura de Florianópolis, conforme previsto em contrato, não havendo permanência dos pacientes em Piraquara após a conclusão do tratamento”, afirma a clínica.
O posicionamento busca responder diretamente à principal preocupação levantada pelo vereador, relacionada ao destino dos pacientes após o período de internação. Professor Gilmar havia defendido que o município não pode se tornar local de moradia dessas pessoas sem o devido acompanhamento e sem o retorno às famílias ou às cidades responsáveis pelo encaminhamento.
O Portal Nosso Dia entrou em contato com a Prefeitura de Florianopólis e ainda aguarda um retorno.