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Cerealista é condenado por golpe que prejudicou 120 produtores no Paraná; saiba a pena

O caso ocorreu em Guaraniaçu, envolvendo produtores do município de Campo Bonito, que integra a mesma região
Soja - colheita. Fotos:Jaelson Lucas / Arquivo AEN
O caso ocorreu em Guaraniaçu, envolvendo produtores do município de Campo Bonito, que integra a mesma região

Redação Nosso Dia

10/04/26
às
17:14

- Atualizado há 15 segundos

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Um empresário do ramo de cereais foi condenado pela Justiça por aplicar golpes que prejudicaram mais de 120 produtores rurais no Oeste do Paraná. A decisão determina pena de 16 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa equivalente a 592 salários mínimos e indenização de R$ 23,8 milhões às vítimas.

O caso ocorreu em Guaraniaçu, envolvendo produtores do município de Campo Bonito, que integra a mesma comarca. O réu foi denunciado em outubro de 2025 pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça local.

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De acordo com as investigações, o empresário era proprietário de uma cerealista e atuava há cerca de 30 anos no armazenamento e comercialização de grãos, como soja e trigo. Os produtores entregavam a produção para estocagem nos silos da empresa, com a expectativa de receber o pagamento após a venda das mercadorias.

No entanto, mesmo após vender o negócio para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, o réu continuou negociando grãos com agricultores, recebendo os produtos sem efetuar os pagamentos. A transação da empresa não foi informada aos produtores.

As vítimas só perceberam o golpe semanas depois, ao irem até o local e descobrirem que a empresa havia encerrado as atividades e sido transferida a novos proprietários.

Segundo o Ministério Público, o esquema resultou em enriquecimento ilícito superior a R$ 20 milhões. O empresário já estava preso preventivamente e teve a prisão mantida na sentença.

A promotora de Justiça Ana Carolina Lacerda Schneider destacou a gravidade do caso e o impacto causado aos produtores, ressaltando o prejuízo financeiro significativo e a quebra de confiança em um setor essencial para a economia regional.

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