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A fachada do Cemitério Municipal do Água Verde recebeu nova iluminação cênica que usa a luz em diferentes tonalidades para destacar os elementos geométricos do prédio histórico. O novo sistema cria uma integração visual do cemitério com a Praça Sagrado Coração de Jesus e com a paróquia, de mesmo nome, já contemplada com iluminação cênica.
O projeto luminotécnico valoriza a arquitetura e o espaço público, mas foi também pensado para tornar o local mais acolhedor para as pessoas nos momentos de despedida e homenagem.
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Foram instalados 38 equipamentos, entre projetores embutidos no piso, projetores direcionáveis e perfis lineares com tecnologia LED, com potências que variam de 8W a 53W. O conjunto valoriza as formas geométricas que marcam a fachada do cemitério, caracterizada pela repetição de elementos que criam movimento e ritmo visual na construção.

Para destacar a imagem do Cristo foram usados projetores de piso com temperatura de cor neutra (4000K). Já os pilares, o painel de azulejos com a obra O Anjo, do artista Alberto Massuda, e o contraste no acesso principal receberam iluminação com temperatura de cor quente (2700K).
No acesso secundário, pela Avenida Água Verde, foram instalados oito projetores na lâmina superior de concreto que marcam a estrutura em forma de cruz.

Segundo o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, o projeto reforça a valorização de espaços históricos da cidade por meio da iluminação.
“Curitiba vem ampliando a iluminação cênica em monumentos e prédios históricos para valorizar o patrimônio da cidade e qualificar os espaços urbanos. No caso do Cemitério do Água Verde, além de destacar a arquitetura, o projeto cria uma relação visual com a praça e com a igreja, fortalecendo a identidade desse conjunto histórico”, afirma Jamur.
Os serviços de instalação da iluminação cênica foram executados pela Engie Soluções Cidades Inteligentes, com fiscalização da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop). A ação integra o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba (PRO Curitiba), considerado o maior programa de investimentos da história da cidade, com mais de R$ 6 bilhões previstos entre 2025 e 2028.
A iniciativa também faz parte do plano de modernização da iluminação pública, que vem substituindo luminárias convencionais por LED em diversos bairros e ampliando projetos de iluminação cênica para valorizar monumentos, prédios históricos e pontos turísticos da capital.

“O desenho das sombras criado pela projeção da luz valoriza a arquitetura e qualifica o ambiente. Mesmo sendo um espaço ligado ao luto, a iluminação ajuda a tornar o local mais agradável e respeitoso para as pessoas que vêm reverenciar a memória de seus entes queridos”, explica o diretor do Departamento de Iluminação Pública, Tony Malheiros.
Inaugurado em 1888 junto à paróquia do bairro, o Cemitério do Água Verde surgiu em uma região onde viviam muitos imigrantes italianos. A administração do espaço passou para a Prefeitura de Curitiba em 1928, por meio da Lei nº 728. Desde então, o cemitério passou por ampliações em 1930, 1935, 1940 e 1997, chegando à configuração atual.
O local abriga túmulos de importantes personalidades da história paranaense, como o artista Poty Lazzarotto, o poeta Paulo Leminski e a médica e sanitarista Zilda Arns.